Chega acusa Santos Silva de condicionar justiça e defende pedido de demissão

André Ventura reagiu esta quinta-feira às declarações de Augusto Santos Silva que em entrevista à RTP que deve ser esclarecido relativamente à situação penal do primeiro-ministro. "Deve demitir-se e deixar o seu lugar", defende líder do Chega.

Chega acusa Santos Silva de condicionar justiça e defende pedido de demissão
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O líder do Chega, André Ventura, defendeu esta quinta-feira que Augusto Santos Silva, presidente da Assembleia da República, deve apresentar o pedido de demissão do cargo, tendo em conta as declarações que proferiu esta quarta-feira no programa “Grande Entrevista” da RTP.

André Ventura reagiu em declarações aos jornalistas no parlamento, à entrevista do presidente da Assembleia da República à RTP3, na qual Augusto Santos Silva considerou que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) deve esclarecer depressa, antes das eleições, a situação penal do primeiro-ministro, frisando que o caso abriu uma crise política.

Considera o líder partidário que as declarações que o presidente da Assembleia da República fez “são uma tentativa ignóbil, baixa, mas muito reveladora, de tentar condicionar a justiça, porque é que o processo Influencer tem de ser concluído antes de outros que estão há anos à espera para serem concluídos?”.

“Chegámos ao ponto de termos um presidente da Assembleia da República a dar indicações ao Supremo Tribunal de Justiça sobre o que deve fazer em relação ao inquérito, por questões meramente eleitoralistas, que é o que convém para o PS não ir tão fragilizado para as eleições”, sublinha André Ventura.

Na opinião do líder do partido, Augusto Santos Silva “se quer prezar a dignidade desta instituição, que ainda vai durar mais dois meses, então deve demitir-se e deixar o seu lugar, porque o que tem feito é só desprestigiar a Assembleia, sem conseguir despir o seu casaco do PS, e consegue trazer à tona o pior que o PS tem de condicionar a justiça”.

“É importante perceber o que é que o candidato à liderança do PS acha de um presidente da Assembleia da República interferir num processo judicial”, salienta ainda o líder do Chega.

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