A pesquisa que o historiador Francisco Bairrão Ruivo fez para o filme “Projeto Global” resultou num livro com um olhar histórico sobre as FP-25 e o pós-revolução de Abril.
A política, na definição de Bismarck, debatida todas as semanas com sentido crítico e uma boa dose de ironia por António Saraiva, Luís Osório e Vera Gouveia Barros. Nesta edição, analisamos o legado do Papa Francisco e a polémica em torno das comemorações do 25 de Abril.
“Hoje, dia 25 de Abril, celebramos os 51 anos da Revolução, porque a democracia tem de saber a data em que nasceu. Que o Governo de Portugal esteja disposto a adiar as comemorações do 25, é só a triste confirmação que nem o dia mais feliz consegue iluminar todo o futuro de um povo”, criticou Mariana Mortágua.
"[O 25 de Abril] é um facto incontroverso, que merece uma invocação incontroversa, um agradecimento incontroverso e uma evocação, celebração incontroversa", declarou Marcelo Rebelo de Sousa, perante centenas de pessoas, na Estufa Fria, em Lisboa.
"A Comissão Nacional de Eleições não recebeu, até à data, nenhum pedido de parecer sobre manifestações no dia de amanhã", assegurou, em resposta à Lusa, fonte oficial do organismo.
O Governo, através dos seus membros, participará na sessão solene do 51.º aniversário do 25 de Abril, realizada na Assembleia da República, bem como em cerimónias oficiais organizadas por municípios, esclarece a presidência do Conselho de Ministros em comunicado. "Dever de reserva" aplica-se, afinal, a festividades fora do âmbito do Dia da Liberdade.
São várias as vozes a criticar a decisão do Governo de cancelar "toda a agenda festiva" do dia 25 de Abril por entender que o luto nacional deve levar a uma "reserva" nas comemorações.
Em comunicado, a PSP justifica a decisão, comunicada à Câmara Municipal de Lisboa, com a realização de "manifestações/concentrações antagónicas para a mesma hora e área geográfica" com "desígnios e posicionamentos ideológicos distintos e antagónicos" e a necessidade de "garantir a ordem e tranquilidade públicas".
“O governo optou por desvalorizar a celebração do 25 de Abril, cometeu um erro. Cometeu um erro ao não saber também avaliar os sentimentos portugueses no que diz respeito a esta data”, considerou Pedo Nuno Santos, no Porto, após uma reunião com dirigentes da Rede Europeia Antipobreza Portugal.
Para o porta-voz do Livre, a decisão revela “uma singular falta de respeito pela democracia e pelo 25 de Abril”, sobretudo no ano em que se assinalam os 50 anos das primeiras eleições livres em Portugal.
O que tem estado na génese das estratégias de populismo judicial, aquém e além-fronteiras, é a retórica de desconfiança sobre a magistratura. Neste sentido, a evolução recente em Portugal até é um balão de ensaio desta realidade.
É lançado hoje, dia 1 de abril, pelas 18h30, no Museu do Aljube, em Lisboa, o livro-disco “Anónimos de Abril”, com apresentação de Nuno Artur Silva e a presença dos autores: Rogério Charraz e José Fialho Gouveia.
Na véspera da conferência de líderes que irá debater o tema, uma vez que o parlamento já se encontrará dissolvido nessa ocasião, a Lusa questionou Hugo Soares sobre a posição que o PSD irá levar à reunião.
"Não temos dúvidas, perante o país, e nesta assembleia, uma nova maioria permitiu que se dissesse que sem esquecermos o 25 de Abril, este é o verdadeiro dia da liberdade em Portugal", afirmou o líder do Chega na cerimónia evocativa do 25 de novembro na Assembleia da República
"Sem ele, no momento em que ocorreu, não haveria 25 de Novembro de 1975, nem o que este significou de cenário vencedor dos vários cenários que cabiam na unidade feita de diversidades que foi o 25 de Abril", acrescentou o Presidente da República.
O prémio que já distinguiu autores como António Lobo Antunes, João Tordo e Lídia Jorge, na edição de 2024 é atribuído ao romance "Revolução" e ao seu autor, Hugo Gonçalves.
A programação da sala bracarense arranca em setembro com a celebração da nova música e expressões artísticas afrodescendentes e lusófonas. Mas não só. Até final do ano, concertos, workshops, teatro, dança, conversas e muito mais vão agitar a cidade.
A Vida Justa acaba por ser uma formulação ou proposta de uma nova forma de realizar a política em Portugal, através de um impulso de uma comunidade participativa e activa.
No limite, a tendência tecnocrática convive bem com um certo elitismo e paternalismo. E não se podendo confundi-la com a ameaça da autocracia, na verdade existe em ambas alguma alergia pela conceção democrática da política.