Portugal tem uma produtividade média de 48 mil euros por trabalhador

Irlanda, com 194 mil euros, está no topo da tabela, seguida do Luxemburgo e da Bélgica. Segundo retrato da Pordata, divulgado este Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador, na União Europeia, cada trabalhador contribui com cerca de 74 mil euros para o Produto Interno Bruto.

Portugal tem uma produtividade média de 48 mil euros por trabalhador
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Na União Europeia, cada trabalhador contribui com cerca de 74 mil euros para o Produto Interno Bruto (dados de 2024). Irlanda (194 mil euros), Luxemburgo (152 mil euros) e Bélgica (110 mil euros), são os três países onde a produtividade do trabalho é mais elevada.

Portugal aparece na parte inferior do ranking europeu, com uma produtividade média de 48 mil euros por trabalhador. Este indicador é fortemente influenciado por valores especialmente baixos em setores-chave nos países mais ricos, como indústrias extrativas e serviços técnicos especializados. Ainda assim, Portugal destaca-se na produtividade em três setores: produção e distribuição de energia, atividades financeiras e de seguros e na área do alojamento e restauração.

O retrato é da Fundação Francisco Manuel dos Santos, através da Pordata, e divulgado este Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador.

 

Profissões e Ramos de Atividade

Em Portugal, tal como na UE, cerca de dois terços dos trabalhadores concentram-se em quatro grandes grupos profissionais: especialistas de atividades intelectuais e científicas; trabalhadores dos serviços pessoais, proteção e segurança e vendedores; trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices e técnicos e profissões de nível intermédio. Portugal tem menos 4,3 pontos percentuais no grupo dos técnicos e profissões de nível intermédio e mais 2,7 pontos percentuais no grupo profissional que inclui os vendedores.

A distribuição por ramos de atividade, em Portugal, é uma das mais semelhantes ao padrão europeu, apesar de registar maior peso no comércio e na restauração.

 

Escolaridade

Na União Europeia, 39,5% dos trabalhadores têm diploma de ensino superior. Portugal, onde 35,2% dos trabalhadores têm ensino superior, faz parte do grupo de 11 países que estão aquém da média europeia na escolaridade, apesar da melhoria de 10 pontos percentuais na última década.

À exceção da Alemanha, todos os países acima da média europeia no salário médio estão também acima da média europeia na percentagem de trabalhadores com ensino superior. Há, no entanto, alguns países com baixos salários, mas com força laboral muito escolarizada, como Lituânia, Chipre, Espanha e Polónia.

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