Operadores vão aumentar preços nos Estados Unidos para repercutir taxas alfandegárias, admite Fed

“Na maior parte dos distritos (do banco central), os sondados esperam que os impactos das taxas alfandegárias sobre as suas compras os conduzam a aumentar os seus preços”, relata a Fed, no seu Livro Bege, um inquérito regular sob a forma de consulta a operadores económicos e analistas.

Operadores vão aumentar preços nos Estados Unidos para repercutir taxas alfandegárias, admite Fed
Fed Jerome Powell Juros

De um lado ao outro dos Estados Unidos da América (EUA), os operadores económicos admitem aumentar os seus preços para repercutir as taxas alfandegárias aplicadas pelo governo, segundo um inquérito divulgado pela Reserva Federal (Fed).

“Na maior parte dos distritos (do banco central), os sondados esperam que os impactos das taxas alfandegárias sobre as suas compras os conduzam a aumentar os seus preços”, relata a Fed, no seu Livro Bege, um inquérito regular sob a forma de consulta a operadores económicos e analistas.

“Em alguns casos isolados, foi detetado que as empresas já tinham aumentado os preços, de forma preventiva”, apontou-se.

O período do inquérito decorreu até 24 de fevereiro, antes da entrada em vigor, em 04 de março, da maior parte das novas taxas alfandegárias decididas por Donald Trump.

“Os contactos feitos na esfera industrial, da petroquímica aos fornecedores de escritórios, expressaram as suas inquietações quanto ao potencial impacto das mudanças de política comercial que se anunciam”, sublinhou-se na publicação.

“Alguns” inquiridos do setor da construção “manifestaram o seu nervosismo, quanto ao impacto potencial das taxas alfandegárias sobre o preço da madeira e outros materiais”, detalhou-se.

A edição anterior do relatório tinha saído em 15 de janeiro, antes da tomada de posse de Trump. Aí se sublinhava que a maioria dos inquiridos estava “otimista” para 2025.

Desta vez, as expectativas passaram para “ligeiramente otimistas”.

Desde fevereiro, vários indicadores têm mostrado que a economia dos EUA, florescente no final de 2024, começou a vacilar depois do regresso de Trump à Casa Branca.

“As despesas de consumo baixaram”, apontou-se no documento, especificando que a procura dos bens de primeira necessidade permanece “sólida”, ma que a sensibilidade aos preços aumentou em relação aos bens não essenciais, em particular entre as famílias com poucos recursos”.

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