NATO enviou mais 700 militares para reprimir protestos violentos no Kosovo

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, anunciou hoje que a organização enviou mais 700 militares para o Kosovo para ajudar a reprimir os protestos violentos e colocou outro batalhão de prevenção para o caso de os distúrbios alastrarem.

NATO enviou mais 700 militares para reprimir protestos violentos no Kosovo
epa09846261 NATO Secretary General Jens Stoltenberg attends a press conference at the end of an extraordinary NATO Summit at the Alliance headquarters in Brussels, Belgium, 24 March 2022. EPA/STEPHANIE LECOCQ

“Decidimos destacar mais 700 soldados da força de reserva operacional para os Balcãs Ocidentais e pôr mais um batalhão de forças de reserva em alerta elevado para que possa ser enviado se necessário. Estas são as medidas prudentes”, disse Stoltenberg à imprensa em Oslo, após uma reunião com o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store.

A composição de um batalhão oscila habitualmente entre 300 e cerca de 1.000 militares.

O líder da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) condenou a violência no norte do Kosovo, desencadeada há três dias por manifestantes sérvio-kosovares que exigiam a demissão de autarcas da maioria albanesa cuja legitimidade os sérvio-kosovares, uma minoria no país mas ali maioritários, não reconhecem, e que já fez mais de 50 feridos entre eles, agentes da polícia kosovar e elementos da missão da NATO no país, a KFOR.

Os sérvios boicotaram as eleições municipais de abril em quatro cidades do norte do país onde constituem a maioria da população, o que resultou na eleição de candidatos albaneses com menos de 3,5% de participação eleitoral.

Estes autarcas tomaram posse na semana passada, ao abrigo do regime do Governo de Albin Kurti, primeiro-ministro deste país de população maioritariamente albanesa, ignorando os apelos de apaziguamento lançados pela União Europeia (UE) e pelos Estados Unidos.

A Sérvia – que é apoiada pelos seus aliados russos e chineses – nunca reconheceu a independência proclamada em 2008 pela sua antiga província, uma década depois de um violento conflito entre forças sérvias e separatistas albaneses.

Stoltenberg instou igualmente ambas as partes a adotarem medidas para reduzir a tensão, a absterem-se de “mais comportamentos irresponsáveis” e a regressarem à mesa das negociações patrocinadas pela UE para normalizar as relações entre Kosovo e Sérvia.

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