Insolvências crescem 6,2% no terceiro trimestre do ano

O número de empresas a apresentarem as próprias declarações de insolvência cresceram 23%, o que corresponde a mais 131 pedidos no total de 710 pedidos. Já as empresas referidas por terceiros aumentaram 10%, com mais 51 processos.

Insolvências crescem 6,2% no terceiro trimestre do ano
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As insolvências apresentaram um crescimento de 6,2% no terceiro trimestre deste ano, face ao período homólogo, tendo sido registadas 2.756. O mês de setembro destacou-se, com um aumento de 33%, para um total de 490 insolvências.

O número de empresas a apresentarem as próprias declarações de insolvência cresceram 23%, o que corresponde a mais 131 pedidos no total de 710 pedidos. Já as empresas referidas por terceiros aumentaram 10%, com mais 51 processos.

É na região do Porto e Lisboa que se continuam a registar o maior número de insolvências, com 703 e 650, respetivamente. Já Viana do Castelo foi o distrito que apresentou o maior aumento, de 39%, seguida de Castelo Branco, com 25% e de Faro, com 24%.

Já Angra do Heroísmo, Beja e Madeira apresentaram os maiores decréscimos, de 33%.

O setor das telecomunicações foi o que apresentou o maior crescimento de insolvências, com 75%, seguido do setor da agricultura, caça e pescas, com 59% e o de transportes, com 35%. Já o setor de eletricidade, gás e água registou a maior retração nas insolvências, de 44%.

Em setembro foram criadas 3.680 empresas, um valor que representa um decréscimo homólogo de 5,8%. Já desde o início do ano regista-se um aumento de 2,9%, para um total de 40.275 empresas constituídas.

Lisboa e Porto lideram, com 12.473 e 6.953 constituições, respetivamente. Já Viseu apresenta o maior aumento, de 21%, enquanto Horta regista o maior decréscimo, de 12%.

Agricultura, caça e pesca foi o setor que mais cresceu, com um aumento de 22%, seguido do setor de construção e obras públicas, com 17%. Já os transportes desceram 22% e as telecomunicações apresentaram um decréscimo de 21%.

Segundo a Iberinform, os dados do terceiro trimestre do ano “evidenciam uma realidade empresarial com sinais contrastantes. Por um lado, o aumento das ações de insolvência, que cresceram 6,2% face a 2024, traduz as dificuldades que várias empresas continuam a enfrentar num contexto de pressões económicas e setoriais diferenciadas. Por outro lado, a constituição de novas empresas mantém-se em terreno positivo no acumulado anual, com um crescimento de 2,9%, revelando capacidade de renovação e dinamismo do tecido empresarial português”.

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