A Iniciativa Liberal (IL) criticou os acordos e coligações autofágicos que permitiram assegurar a maioria absoluta na Assembleia Legislativa da Madeira, entre PSD, CDS-PP, e PAN, durante a sessão de encerramento do programa de governo que decorre no parlamento regional.
O deputado da IL, Nuno Morna, considerou que ainda “há muito por fazer” e criticou o programa de Governo por não ter medidas que permitam o reforço da inovação, a capitalização das empresas, a qualificação do território, o combate às desigualdades, e a modernização dos serviços públicos.
“Para além do betão e do alcatrão muito que está por fazer”, afirmou Nuno Morna.
O deputado da Iniciativa Liberal referiu que a força partidária defende a promoção da “livre concorrência e o papel social do estado” acrescentando que o partido não será refém dos donos disto tudo.
Nuno Morna disse que a IL estará ao “lado das boas ideias venham elas de onde vierem”.
O deputado da força partidária criticou a redução dos impostos às “pinguinhas”, apesar de uma maior arrecadação fiscal do executivo madeirense, e apelou a uma descida mais rápida do IRS e do IVA, através do esgotamento do diferencial fiscal máximo de 30% face às taxas em vigor no território continental.
Nuno Morna criticou também o programa de Governo por “falar pouco” de pobreza (cinco vezes) naquele que o deputado da IL considerou ser “o maior problema” da Madeira.