Governo quer salário mínimo nos 870 euros em 2025

Este cenário representa um aumento de 6,1% face aos 820 euros em vigor e de 1,75% face aos 855 euros previstos no Acordo de Rendimentos, Salários e Competitividade. Para esta quarta-feira está marcada a reunião de Concertação Social.

Governo quer salário mínimo nos 870 euros em 2025
Reunião da Comissão Permanente de Concertação Social, na sede do Conselho Económico e Social (2024)

O Governo quer aumentar o salário mínimo nacional para os 870 euros em 2025, o que a verificar-se significaria um aumento de 6,1% face aos 820 euros em vigor e de 1,75% face aos 855 euros previstos no Acordo de Rendimentos, Salários e Competitividade, indica o “Diário de Notícias” esta quarta-feira.

A reunião da Concertação Social está marcada para hoje e em cima da mesa estará o tema da “valorização salarial e crescimento económico, entre outros assuntos”, num encontro que vai contar com a presença da ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho e o ministro da Economia, Pedro Reis, além dos secretários de Estado do Trabalho, da Administração Pública e das Pescas.

Um dos participantes nos encontros bilaterais que o Governo manteve com os parceiros na sequência da reunião de Concertação Social de 11 setembro revela ao “DN” que “tendo em conta as linhas mestras que nos foram apresentadas, os empresários portugueses não podem subscrever este acordo. Não há indicadores ou cenário macroeconómico que possam justificar os aumentos salariais que estão previstos”.

Relacionado

Sindicatos exigem salário mínimo acima dos 860 euros, patrões reclamam medidas de estímulo económico

Sindicatos exigem salário mínimo acima dos 860 euros, patrões reclamam medidas de estímulo económico

João Barros e Lígia Simões11 Set
A UGT e a CGTP querem o salário mínimo acima dos 860 euros, patamar que o Governo admite atingir, revendo em ligeira alta o previsto no acordo de rendimentos para o próximo ano. Já a CIP alerta: "decretar aumentos é simples; promover o crescimento da economia é mais difícil", reclamando medidas de estímulo económico. Patrões aguardam ainda “pistas” sobre medidas fiscais, nomeadamente o IRC.