Federação Nacional dos Médicos reúne-se com Ministério da Saúde

Face à proposta do Ministério da Saúde para a valorização do trabalho médico a FNAM disse que não aceitava "negociações fictícias nem perda de direitos dos profissionais".

Federação Nacional dos Médicos reúne-se com Ministério da Saúde
profissionais-saude

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) reúne-se esta sexta-feira com o Ministério da Saúde, pelas 15h30.

Esta reunião surge depois da FNAM, na passada segunda-feira, ter afirmado que não aceitava “negociações fictícias nem perda de direitos dos profissionais”, mostrando a sua estranheza por ter sido informada da proposta do Ministério da Saúde sobre a valorização do trabalho médico através da comunicação social.

A FNE disse que o Ministério da Saúde teve 14 meses para o fazer, e defendeu que essa proposta deveria ter sido apresentada na mesa negocial.

A proposta do Ministério, disse a FNAM, citando o “Correio da Manhã”, no que diz respeito à valorização salarial, “é feita à custa de horas extraordinárias, suplementos, bónus ou subsídios, e não através do aumento do salário base”.

A FNAM acrescentou que os médicos estão “há mais de dez anos com perda de poder de compra e de acumulação de cansaço, exaustão e burnout”, pelo que a federação vai rejeitar “perdas de direitos, a começar pela perda de descansos compensatórios, ou o incumprimento da lei no que respeita ao número de horas de trabalho em serviço de urgência e ao limite anual de horas extraordinárias”.

Em março, a FNE tinha realizado um protesto devido à falta de resposta do Ministério da Saúde. Na altura, a federação disse que era necessário rever as tabelas salariais e que fossem asseguradas condições dignas de trabalho.

Na altura, entre as reivindicações da FNAM, estavam também a renegociação da carreira médica e respetiva tabela salarial, que inclua um horário base de 35 horas, a dedicação exclusiva opcional e majorada, e a consideração do internato médico como primeiro grau da carreira.

A FNAM reivindicava também a revisão das normas de organização e disciplina do trabalho médico, a reposição dos 25 dias úteis de férias por ano e dos cinco dias suplementares, quando forem gozados fora da época alta, assim como a redução do tempo normal de trabalho no serviço de urgência das 18 para as 12 horas.

Relacionado