A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) mantém o aviso prévio de greve para os dias 5 e 6 de julho, em resposta ao que classifica como um “tímido avanço” nas negociações com o Ministério da Saúde. Em comunicado, o organismo considera que o Ministério da Saúde “tem de compreender que está em dívida para com os médicos e que a sua valorização é essencial para o futuro do Serviço Nacional de Saúde”, referindo-se à ausência de “uma proposta salarial há muito aguardada”.
“É fundamental que as intenções passem a propostas concretas”, dizem os médicos na mesma nota enviada ontem, quarta-feira, à comunicação social.
A FNAM reivindica que “a valorização do salário base abranja mesmo todos os médicos – incluindo os médicos internos”, e que “sejam incluídos no primeiro grau da carreira –, independentemente da sua especialidade, regime de trabalho, carreira e grau”, rejeitando “que o aumento salarial dos médicos seja camuflado através de suplementos ou incentivos”.
A ausência de valores é o principal ponto levantado pelos médicos na mesma nota.
“Depois de 14 meses de negociação, na penúltima reunião negocial e a três dias da data-limite do protocolo negocial, o Ministério da Saúde assegurou que haverá um aumento salarial transversal, para todos os médicos, mas sem apontar ainda quaisquer valores”, diz a FNAM.