Faculdade suspende contrato de ex-adjunto do Ministério da Justiça preso por abusos

"Face à situação existente, que provocou profunda consternação na comunidade académica, [a FDUL] decidiu suspender o seu vínculo de emprego público (contrato de trabalho em funções públicas a termo) com a Faculdade", refere, em comunicado, a instituição.

Faculdade suspende contrato de ex-adjunto do Ministério da Justiça preso por abusos
Fotógrafo: Andrew Harrer/Bloomberg

A Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL) suspendeu o contrato de trabalho do ex-adjunto do Ministério da Justiça preso preventivamente por suspeita de abuso de menores, que lecionava atualmente na instituição, anunciou esta segunda-feira a FDUL.

“Face à situação existente, que provocou profunda consternação na comunidade académica, [a FDUL] decidiu suspender o seu vínculo de emprego público (contrato de trabalho em funções públicas a termo) com a Faculdade”, refere, em comunicado, a instituição.

Segundo a nota, assinada pelo diretor da FDUL, Eduardo Vera Cruz Pinto, Paulo Abreu dos Santos era atualmente assistente convidado na instituição de ensino e “as questões relativas à avaliação dos alunos das disciplinas” lecionadas pelo docente “estão a ser devidamente acauteladas no âmbito institucional”.

A faculdade realça ainda que está a recolher “informações relevantes” e a colaborar com as autoridades, permanecendo atenta ao caso “para intervir se e quando for adequado”.

O ex-adjunto da anterior ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, foi detido na quinta-feira pela Polícia Judiciária e, segundo a TVI/CNN, foi apanhado em flagrante durante uma busca à sua residência, onde foram encontrados os ficheiros que o incriminam por crimes sexuais envolvendo menores.

Dois dias mais tarde, o tribunal determinou a prisão preventiva do arguido, que exerceu funções no Ministério da Justiça em 2023 e 2024, confirmou à Lusa fonte policial.

De acordo com a nota curricular no Diário da República, Paulo Jorge Abreu dos Santos, de 38 anos, é licenciado em Direito e desenvolveu atividade profissional como advogado e parecerista, em particular nas áreas de contencioso societário e comercial, insolvência e arbitragem.

Relacionado

Plataforma e-Leilões ultrapassa oito mil milhões de euros em vendas nos primeiros 10 anos

Plataforma e-Leilões ultrapassa oito mil milhões de euros em vendas nos primeiros 10 anos

Maria Teixeira Alves2 Set
Desenvolvida e gerida pela OSAE, por despacho do Ministério da Justiça, a plataforma gerou, até julho de 2026, mais de oito mil milhões de euros. No primeiro trimestre deste ano, as vendas superaram os 121,5 milhões de euros, com mais de 2.500 leilões realizados e cerca de 46.900 licitações. O imobiliário concentrou a maior parte deste volume, com mais de 118,6 milhões de euros, 1.200 leilões e 36.500 licitações.