“Este é um orçamento que agrava as injustiças fiscais”, diz PCP

"Este é um orçamento que agrava as injustiças fiscais, não só com a redução do IRC, mas também com a manutenção dos benefícios fiscais cuja estimativa anda na ordem mil e oitocentos milhões de euros", disse Paula Santos.

“Este é um orçamento que agrava as injustiças fiscais”, diz PCP
António Cotrim/Lusa

A líder do grupo parlamentar do PCP, Paula Santos, considerou que a proposta de Orçamento do Estado para 2026 (OE2026)  “agrava injustiças fiscais”.

Segundo Paula Santos “em relação aquilo que são os problemas concretos, da vida concreta, dos trabalhadores e do povo [o OE2026] deixa muito a desejar, porque insiste em opções políticas de baixos salários, de baixas pensões, de destruição de serviços públicos de especulação imobiliária e de favorecimento desses grandes interesses”.

“Este é um orçamento que agrava as injustiças fiscais, não só com a redução do IRC, mas também com a manutenção dos benefícios fiscais cuja estimativa anda na ordem mil e oitocentos milhões de euros”, frisou a comunista.

“Também dos residentes não habituais que se estima que seja na ordem dos mil novecentos milhões de euros. Transferência de recursos públicos para as parcerias público-privadas, são mil e quinhentos milhões de euros. Transferências de cerca de metade do Orçamento do Serviço Nacional de Saúde para os lucros privados que lucram com a doença. É isto que está presente nesta proposta de Orçamento”, destacou.

Paula Santos acrescentou ainda que este “é um Orçamento que agrava as desigualdades. É um Orçamento que fragiliza a segurança social”.

Relacionado

Comércio eletrónico ganha peso no regresso às aulas

Comércio eletrónico ganha peso no regresso às aulas

Almerinda Romeira20 Ago
Estudo da Webloyalty revela que 81% dos portugueses irão gastar até 200 euros nas lojas online no regresso às aulas. O material de papelaria concentra a maior fatia dos gastos, mas tecnologia afirma-se como categoria relevante, com 33% dos compradores a adquirir dispositivos ou equipamento daqui até ao Natal.
Conselho de Finanças Públicas de Cabo Verde recomenda previsibilidade no Orçamento

Conselho de Finanças Públicas de Cabo Verde recomenda previsibilidade no Orçamento

"O orçamento reprogramado assume, assim, particular relevância para o acompanhamento da execução orçamental, visto que incorpora as alterações, entretanto efetuadas e proporciona uma referência mais atualizada para avaliar a utilização dos recursos e a evolução da despesa", refere-se no relatório do CFP sobre a reprogramação do Orçamento do Estado para 2026.