EDP e Fundação AIP vão criar “maior comunidade de energia em Portugal”

As duas entidades chegaram a acordo para instalarem mais de nove mil painéis solares na Feira Internacional de Lisboa (FIL), criando assim a "maior comunidade energética de Portugal".

EDP e Fundação AIP vão criar “maior comunidade de energia em Portugal”
Foto assinatura contrato EDP e FIL (1)

A EDP e o grupo Fundação AIP assinaram um acordo para a instalação mais de nove mil painéis fotovoltaicos nos telhados da Feira Internacional de Lisboa (FIL). Esta vai ser a “maior comunidade de energia em Portugal”.

A instalação compreende uma central solar de 5,1 MWp na cobertura dos quatro pavilhões da FIL, sendo que os mais de nove mil painéis devem produzir cerca de 6,8 GWh/ano, evitando anualmente 1.250 toneladas de CO2.

Em comunicado, o grupo Fundação AIP refere que vai consumir cerca de um terço da energia produzida por esta central, permitindo assim que a FIL tenha uma independência da rede elétrica de aproximadamente 50%.

Vera Pinto Pereira, administradora da EDP e presidente da EDP Comercial, afirma que “com um parceiro como a FIL, vamos aproveitar um espaço sem utilização para passar a produzir energia renovável a partir do sol, sem impacto visual ou ambiental e ainda beneficiando mais de cinco mil vizinhos”.

“Para o Grupo, é fundamental reduzir a pegada de carbono, cumprir indicadores ESG e implementar práticas sustentáveis em todas as suas áreas de atividade, estando todos estes projetos alinhados com o acentuado crescimento de atividade do grupo que se prevê para os próximos anos”, afirma Carlos Duarte Oliveira, vice-presidente da Fundação AIP.

Relacionado

Reservas de gás da União Europeia estão no nível mais baixo em 15 anos

Reservas de gás da União Europeia estão no nível mais baixo em 15 anos

Ruben Pires3 Set
De acordo com a publicação BiGo Finance o nível de reservas de gás que a União Europeia detém nesta altura deve-se a um erro de cálculo. O bloco europeu vinha adiando as compras de gás na expetativa de que o conflito no Médio Oriente, que se iniciou em fevereiro entre Estados Unidos, Israel, e Irão, tivesse um desfecho rápido, permitindo que o gás natural vindo do Qatar voltasse a passar pelo Estreito de Ormuz a um preço mais baixo. Contudo o cenário de momento não se concretizou.