“Todos na nossa vida temos uma hora de burro. Penso que Sérgio Marques estava na hora dele”. Foi assim que o Chairman do Grupo AFA, Avelino Farinha, respondeu relativamente às declarações proferidas, ao DN, por Sérgio Marques, antigo deputado do PSD na Assembleia da República, que admitiu terem existido obras inventadas, influência de empresários no afastamento de secretários regionais do executivo madeirense, e favorecimento a grupos económicos.
Sérgio Marques disse que Avelino Farinha o tinha afastado do Governo Regional na altura em que era secretário regional com o pelouro das obras públicas.
Esta quarta-feira Avelino Farinha foi ouvido na comissão de inquérito, que decorre na Assembleia Legislativa da Madeira, que investiga as declarações de Sérgio Marques.
Avelino Farinha disse que reuniu com Sérgio Marques quando este “tomou posse” como secretário regional no Governo da Madeira, e que se lembre “nunca mais foi ao gabinete dele [Sérgio Marques].
O Chairman do Grupo AFA acrescentou que nas obras “não tem lembrança” nenhuma de encontrar Sérgio Marques, e afirmou que Sérgio Marques “não gostava de obras”.
Sobre a relação com Sérgio Marques, Avelino Farinha considerou que “nunca houve atrito” entre ambos.
“Não é um amigo daqueles com quem jogue à sueca ao domingo nem com quem vou pescar mas sempre foi um amigo como centenas de outros amigos que tenho”, disse Avelino Farinha.
Ainda sobre as declarações de Sérgio Marques, Avelino Farinha disse que “aquilo que as pessoas pensam da minha pessoa não é na minha conta. Todos os estados de espírito de Sérgio Marques não tenho nada a comentar. Ele tem que justificar”.
O empresário referiu que existiram dois momentos de grande crescimento da AFA. Um deles quando a empresa entrou nas obras públicas e outro momento quando a empresa saiu para fora da Madeira.
Avelino Farinha disse que o mercado externo tem um peso de 70% no Grupo AFA e a Madeira atinge um peso de 30% (50% são obras de empresas do grupo).
“A carteira de obras este ano é mais de 80% fora da Madeira”, referiu o Chairman do Grupo AFA, sublinhando que o salário médio pago aos trabalhadores é acima do legal.