O Governo Regional, presidido por Miguel Albuquerque, que foi constituído arguido na sequência das buscas de 24 de fevereiro, "pediu que a empresa fosse condenada por litigância de má-fé, mas meses depois houve acordo".
O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, revelou que organização policial "viajou sozinha para a Madeira, sem Ministério Público, sem NAT [Núcleo de Apoio Técnico] e sem jornalistas".
O Representante da República disse que a demissão Albuquerque não tem efeitos imediatos. Uma decisão que vai contra a vontade do CDS-PP, partido que pretende novo governo com presidente do executivo a ser indicado pelo PSD. No Funchal, com a subida de Cristina Pedra, a primeira mulher na presidência da autarquia do Funchal, Bruno Pereira passa a vice-presidente.
O Ministério Público diz que existem indícios de que Albuquerque e Calado, atuaram junto do chairman do Grupo AFA, Avelino Farinha, para condicionar jornalistas.
O presidente da Câmara do Funchal, Pedro Calado (PSD), o líder do grupo de construção AFA, Avelino Farinha, e o CEO e principal acionista do grupo ligado à construção civil Socicorreia, Custódio Correia, que é sócio de Avelino Farinha em várias empresas foram detidos esta quarta-feira, na sequência de 130 buscas domiciliárias e não domiciliárias da PJ.
O BE defendeu também a apresentação de uma moção de censura ao executivo madeirense. Contudo, referiu a força partidária, como só têm um deputado na Assembleia Regional, o que não lhes permite apresentar moções de censura ao executivo, desafiaram os grupos parlamentar do PS e do Juntos pelo Povo (JPP) a fazê-lo.
Ontem, pelas 19h00, o dirigente socialista afirmava que o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, tinha que ponderar se tinha condições para continuar a governar, depois das buscas que decorreram na Região Autónoma da Madeira na passada quarta-feira. Hoje, pelas 12h00, passou da sugestão à exigência da demissão do líder do executivo madeirense.
O DCIAP suspeita de favorecimentos do Governo Regional e da Câmara Municipal do Funchal a grupos económicos. Estão a ser investigados os crimes de corrupção, abuso de poder e tráfico de influência, entre outros. Miguel Albuquerque, líder do governo regional e conselheiro de Estado, já terá sido constituído arguido. No âmbito da investigação, o Ministério Público deverá avançar com um pedido de levantamento de imunidade junto do Conselho de Estado.
O empresário referiu que "quando se mexe com uma empresa, neste caso na Madeira, estamos a mexer com três mil pessoas mais as respetivas famílias. Quando não há trabalho e quando há pessoas a ficar em casa é lógico que tem alguma reação. É lógico que o presidente do Governo perceba".
O chairman do Grupo AFA disse ainda que "de joelhos só perante deus", devido à sua formação religiosa. "De modo que não é essa a minha postura em lado nenhum. Muito menos na nossa vida de negócios".
O Chairman do Grupo AFA disse que não nunca houve atrito entre si e Sérgio Marques. De referir que Sérgio Marques tinha afirmado que Avelino Farinha o tinha afastado do executivo madeirense quando tinha o pelouro das obras públicas.