O Governo Regional, presidido por Miguel Albuquerque, que foi constituído arguido na sequência das buscas de 24 de fevereiro, "pediu que a empresa fosse condenada por litigância de má-fé, mas meses depois houve acordo".
O Representante da República disse que a demissão Albuquerque não tem efeitos imediatos. Uma decisão que vai contra a vontade do CDS-PP, partido que pretende novo governo com presidente do executivo a ser indicado pelo PSD. No Funchal, com a subida de Cristina Pedra, a primeira mulher na presidência da autarquia do Funchal, Bruno Pereira passa a vice-presidente.
O Ministério Público diz que existem indícios de que Albuquerque e Calado, atuaram junto do chairman do Grupo AFA, Avelino Farinha, para condicionar jornalistas.
O BE defendeu também a apresentação de uma moção de censura ao executivo madeirense. Contudo, referiu a força partidária, como só têm um deputado na Assembleia Regional, o que não lhes permite apresentar moções de censura ao executivo, desafiaram os grupos parlamentar do PS e do Juntos pelo Povo (JPP) a fazê-lo.
Ontem, pelas 19h00, o dirigente socialista afirmava que o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, tinha que ponderar se tinha condições para continuar a governar, depois das buscas que decorreram na Região Autónoma da Madeira na passada quarta-feira. Hoje, pelas 12h00, passou da sugestão à exigência da demissão do líder do executivo madeirense.
O DCIAP suspeita de favorecimentos do Governo Regional e da Câmara Municipal do Funchal a grupos económicos. Estão a ser investigados os crimes de corrupção, abuso de poder e tráfico de influência, entre outros. Miguel Albuquerque, líder do governo regional e conselheiro de Estado, já terá sido constituído arguido. No âmbito da investigação, o Ministério Público deverá avançar com um pedido de levantamento de imunidade junto do Conselho de Estado.
Avelino Farinha, líder do grupo AFA no Funchal é um dos três detidos na operação levada a cabo pela Polícia Judiciária. Empresa atua nos sectores da construção e imobiliário, que detém entre outros as unidades hoteleiras do grupo Savoy.
O DCIAP refere que estão em causa factos ocorridos a partir de 2015, suscetíveis de consubstanciar crimes de atentado contra o Estado de direito, prevaricação, recebimento indevido de vantagem, corrupção passiva, corrupção ativa, participação económica em negócio, abuso de poderes e de tráfico de influência.
O PS Madeira reagiu através de Paulo Cafôfo e disse que "aguarda o decurso da investigação, confiantes de que a justiça apurará a verdade dos factos". Buscas estão a decorrer e envolvem o presidente do Governo Regional da Madeira e da Câmara do Funchal, Miguel Albuquerque e Pedro Calado.
A Savoy Signature vai promover um Open Day, nas suas unidades na Calheta, entre 17 e 18 de março, onde os interessados poderão conhecer as oportunidades que estão disponíveis, desde cozinha, restaurantes e bares, andares, spa, piscina e animação.
O empresário referiu que "quando se mexe com uma empresa, neste caso na Madeira, estamos a mexer com três mil pessoas mais as respetivas famílias. Quando não há trabalho e quando há pessoas a ficar em casa é lógico que tem alguma reação. É lógico que o presidente do Governo perceba".
O chairman do Grupo AFA disse ainda que "de joelhos só perante deus", devido à sua formação religiosa. "De modo que não é essa a minha postura em lado nenhum. Muito menos na nossa vida de negócios".
O Chairman do Grupo AFA disse que não nunca houve atrito entre si e Sérgio Marques. De referir que Sérgio Marques tinha afirmado que Avelino Farinha o tinha afastado do executivo madeirense quando tinha o pelouro das obras públicas.