Câmara do Funchal espera arrecadar 1,2 milhões de euros com taxa turística aplicada aos cruzeiros

A Câmara Municipal do Funchal assinou um protocolo com Administração dos Portos da Madeira (APRAM) para operacionalizar a cobrança da taxa turística de chegada marítima. A taxa turística aplicada aos cruzeiros entra em vigor a 1 de janeiro de 2025.

Câmara do Funchal espera arrecadar 1,2 milhões de euros com taxa turística aplicada aos cruzeiros
Porto do Funchal

A Câmara Municipal do Funchal assinou um protocolo com Administração dos Portos da Madeira (APRAM) para operacionalizar a cobrança da taxa turística de chegada marítima, que entrará em vigor a 1 de janeiro de 2025. Existe uma previsão de 600 mil passageiros a desembarcar no Porto do Funchal no próximo ano, o que deve gerar uma receita de 1,2 milhões de euros.

A estimativa é que a taxa turística marítima gere cerca de 1,2 milhões de euros de receita em 2025.

A presidente da Câmara Municipal do Funchal, Cristina Pedra, sublinha a importância desta taxa para o município. “Esta taxa foi fruto de uma grande reflexão e de um processo de consulta pública que decorreu ao longo de dois meses, além de diversas reuniões realizadas com entidades como a Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF) e a própria APRAM”, referiu a presidente da Câmara do Funchal”, Cristina Pedra.

A autarca referiu que esta colaboração vai permitir que a APRAM enquanto entidade intermediária seja responsável por recolher os valores pagos pelos turistas que chegam ao Porto do Funchal e transferi-los posteriormente à autarquia. “A taxa não representa um custo para os agentes de navegação, já que estes apenas a cobram aos seus cruzeiristas, que são os responsáveis pelo pagamento”, disse Cristina Pedra.

A presidente da autarquia acrescentou, que tal como na taxa turística que já está em vigor no alojamento local e hotelaria, esta taxa turística, aplicada na área marírima, terá um valor de dois euros por passageiro, em trânsito, que desembarque no porto do Funchal, acrescentando que esta taxa vai seguir o regulamento normal e irá prever isenções.

“Como no caso de crianças até aos 12 anos e passageiros cujo destino final seja o Funchal, já que a taxa será posteriormente aplicada na hotelaria ou no alojamento local”, disse Cristina Pedra.

Cristina Pedra acrescentou que a implementação desta taxa “visa mitigar os impactos da sobrecarga nos serviços municipais, como limpeza, ambiente, mobilidade e organização de eventos culturais, associados ao aumento recorde de turistas e cruzeiristas, de forma a garantir um destino com experiências vividas e que exigem um orçamento elevado”.

A autarquia disse que “com o programa de fiscalidade zero, que eliminou a Derrama durante todo o mandato, poupámos seis milhões de euros às empresas domiciliadas no Funchal. Além disso, devolvemos 23,6 milhões de euros em IRS aos munícipes. É uma questão de equilíbrio: ou mantemos uma política de isenção fiscal para os residentes e aplicamos uma taxa turística ou teríamos de abdicar de beneficiar os residentes. A contribuição do turista é essencial para o funcionamento sustentável da cidade”.

A autarca assegurou que irá existir total transparência na utilização dos valores arrecadados.

“No nosso orçamento, a receita da taxa turística será alocada às despesas relacionadas e, no final do ano, prestaremos contas detalhadas sobre como os recursos foram aplicados”, disse Cristina Pedra.

Relacionado

“Não nos deslumbramos com os números. Este é um ano desafiante”, diz presidente da Entidade Regional do Turismo do Alentejo

“Não nos deslumbramos com os números. Este é um ano desafiante”, diz presidente da Entidade Regional do Turismo do Alentejo

Região observou o maior aumento dos proveitos totais (19,8%) e de aposentos (19,7%) em julho em Portugal Continental e regiões autónomas, mas com uma quebra de turistas norte-americanos que começou no ano passado e que José Santos alerta que está consolidar-se de forma negativa em 2026. "Estamos a procurar identificar e perceber essas causas", refere.