Barril de petróleo pode subir aos 100 dólares. Estes são os países que seriam mais afetados

A produção de petróleo em todo o mundo vai cair em maio mais de um milhão de barris de petróleo por dia. Uma situação que se vai prolongar até final do ano e que vai pesar particularmente nas economias que são as maiores importadoras daquela fonte de energia.

Barril de petróleo pode subir aos 100 dólares. Estes são os países que seriam mais afetados
Richard Carson/Reuters

Com o corte anunciado pela OPEP+ na produção de petróleo à escala global, na ordem de de 1,16 milhões de barris por dia, a subida de preço daquele combustível é uma tendência altamente provável. Alguns analistas alertam mesmo para a eventualidade de os custos subirem de tal forma que alcancem os 100 dólares por barril.

De acordo com o diretor-geral do banco de investimento independente multinacional Raymond James Financial, Pavel Molchanov, em declarações citadas pela estação norte-americana “CNBC”, os países que mais vão sofrer se o custo dos barris atingir os 100 dólares, os países que mais vão sofrer os efeitos desta mudança são os principais importadores daquele recurso, que não têm possibilidade de o produzir.

“É um imposto em todas as economias importadoras de petróleo”, de acordo com o responsável, que aponta Japão, Índia, Alemanha e França como “alguns dos grandes exemplos”.

Os cortes da OPEP+ vão verificar-se a partir do mês de maio e prolongar-se-ão até ao final do ano de 2023, anunciou aquela organização

Países sob maior risco

Olhando aos países onde o impacto será mais forte, a Índia é um dos casos, já que é o terceiro maior importador de petróleo em todo o mundo, tendo registado no passado mês de fevereiro um crescimento homólogo de 8,5%, de acordo com os dados oficiais.

A Índia beneficia de preço mais baixo do que outros países no petróleo que adquire à Rússia, mas não deixará de sentir de forma muito acentuada um eventual aumento do barril de petróleo para os 100 dólares.

Outro exemplo é o Japão, onde o petróleo é a principal fonte de energia, representando cerca de 40% do consumo nacional da mesma. De resto “entre 80 e 90%” das importações deste recurso chegam de países do Médio Oriente, de acordo com os dados revelados pela Agência Internacional de Energia (IEA).

Também a Coreia do Sul seria fortemente impactada, sendo que, a par da Itália, “mais de 75% da energia consumida” é gerada a partir de petróleo importado, referiu Molchanov.

De momento, o barril de brent custa 84,78 dólares, ao passo que o crude está a ser negociado nos 80,51 dólares por barril.

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