Arrendar uma casa custa mais 44% do que há um ano, indica estudo

A média nacional é ultrapassada pelo distrito mais caro do país, Lisboa, onde os custos subiram 46%. Para comprar casa, o aumento em todo o país, nos últimos 12 meses, foi menos agressivo, na ordem de 8%.

Arrendar uma casa custa mais 44% do que há um ano, indica estudo
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O valor médio para arrendar uma casa subiu 44% em um ano, o que corresponde a um aumento na ordem de 512 euros nos valores registados em setembro, face ao mesmo mês do ano passado. Para a compra, também se registam aumentos, ainda que de forma muito menos acentuada, em termos relativos.

Os dados foram levantados por um estudo do Standvirtual, portal online de compra e venda de casas. De acordo com as conclusões apresentadas, o custo das rendas está a desacelerar de mês para mês. Em setembro, fixou-se nos 3% face a agosto, para um total de 1.677 euros, em média.

https://jornaleconomico.pt/noticias/casas-para-arrendar-ficaram-mais-caras-precos-dispararam-33-face-a-2022/

Numa análise ao distrito de Lisboa, é possível constatar que a renda média ascende a 2.454 euros, 46% acima do observado em setembro de 2022. As maiores variações foram observadas nos concelhos da Lourinhã (70%), Vila Franca de Xira (50%) e Cascais (48%), para rendas médias na ordem de 1.521, 1.200 e 4.480 euros.

Com os preços mais elevados destaca-se de Cascais (4.479 euros), com larga vantagem para a concorrência, que é liderada pelo concelho de Lisboa (2.367 euros). Seguem-se Oeiras (2.092 euros) e Sintra (1.840 euros)

Que variações se registaram nos preços de compra e venda?

A nível nacional, o preço médio de compra de uma casa custa 393.928 euros, o que significa mais 8% do que no mês homólogo. Trata-se de um aumento na ordem de 33.466 euros.

O distrito de Lisboa é o mais caro do país, onde os números são significativamente mais elevados do que a média nacional, em 639.541 euros. Face a setembro do ano anterior, porém, os preços são muito similares, sinal do abrandamento que se regista desde o início de 2023.

Os aumentos observaram-se na generalidade dos concelhos, sendo que a variação mais acentuada verificou-se no Cadaval, em 40%, até aos 274.371 euros. As únicas exceções à tendência geral, em todo o país, foram Cascais (-12%), Amadora (-6%) e Vila Franca de Xira (-5%).

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