Tim Cook, que deixará o cargo de CEO em setembro, afirmou que a Apple planeia aumentar os preços dos seus produtos para compensar os custos crescentes dos chips de memória e armazenamento. “Infelizmente, os aumentos de preços são inevitáveis”, afirmou. “Estamos a fazer o nosso melhor para mitigar os enormes aumentos de custos que nos estão a ser transferidos e temos tentado proteger os nossos clientes dessas subidas, mas a situação tornou-se insustentável”.
De acordo com estimativas da empresa de análise tecnológica TechInsights, a transferência integral do aumento dos custos para os consumidores, mantendo as margens de lucro da Apple, acrescentaria cerca de 270 dólares ao preço do próximo iPhone Pro. Os aumentos poderão chegar mais cedo a outras gamas, como os Macs e os iPads.
Os chips de memória e armazenamento são componentes essenciais da maioria dos dispositivos informáticos, incluindo smartphones, computadores portáteis, consolas de videojogos, equipamento médico e até automóveis. Contudo, os servidores de IA estão agora a consumir volumes crescentes destes chips, ao ponto de até uma empresa tão rica e poderosa como a Apple enfrentar dificuldades para garantir o fornecimento.
Desde o ano passado, quando a Google, a Microsoft, a Meta e a Amazon começaram a anunciar grandes aumentos nos seus orçamentos de despesas de capital, os preços dos chips de memória e de armazenamento quadruplicaram. A TechInsights prevê que ambos os preços – dos chips de memória, também designados por DRAM e de armazenamento, conhecidos por NAND – continuem a subir até 2027.
A DRAM funciona como um espaço de trabalho temporário, onde o dispositivo mantém os dados necessários para executar aplicações e tarefas em curso; a NAND, por sua vez, corresponde ao armazenamento permanente onde ficam guardadas fotografias, vídeos, documentos e aplicações. “Nunca vi nada assim em nenhuma área ao longo de mais de 40 anos”, diz Tim Cook.