O primeiro-ministro, António Costa, falou em Bruxelas aos jornalistas sobre as decisões tomadas pelo Banco Central Europeu (BCE) durante o dia de hoje, afirmando que “o debate sobre a política económica será, seguramente, marcado pela nova boa notícia do BCE ter hoje decidido não prosseguir a escalada das taxas de juro e pelo alinhamento das políticas necessárias para que não havendo subidas nas taxas de juro, se mantenha uma trajetória consistente de redução da inflação”.
“Acho que é uma dupla boa notícia. A primeira boa notícia é o BCE reconhecer que há uma tendência sustentada de redução da inflação, a segunda boa notícia é que o BCE decidiu não aumentar de novo as taxas de juro e acho que isso é um bom princípio, e acho que cria condições para que a discussão económica que amanhã vamos fazer, nomeadamente no debate que vamos ter com a senhora Lagarde, se possa fazer num clima distinto daquele que tem sido feito até agora. Eu acho que é um bom sinal que reforça a confiança no futuro das economias europeias”, salienta António Costa.
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/bce-deixa-juros-inalterados-apos-dez-subidas-consecutivas/
O primeiro-ministro deixa claro o desejo de que esta pausa “seja o momento que antecede a redução progressiva das taxas de juro, obviamente isso depende muito do ritmo que a inflação tiver, o ritmo de redução da inflação tem sido distinto de país para país, mas há uma tendencia geral de diminuição”.
O Conselho Europeu reúne-se em Bruxelas para realizar um debate, no qual António Costa considera que existem dois temas muito críticos do ponto de vista económico, “um é a necessidade de, até ao final do ano, chegarmos a acordo sobre as regras de governação económica da Europa; elas têm estado suspensas desde o início da pandemia, se não houver acordo a partir de janeiro as regras começam a ser aplicadas e neste momento haveria um conjunto de países que as conseguiriam cumprir. É importante que tenhamos regras que sejam inteligentes, é importante que os países tenham margem para poder investir”.
“Outra dimensão é a necessidade de fazer a revisão do pacto financeiro plurianual para, por um lado, dar à comissão os meios necessários para cumprir as obrigações, por outro lado, para assegurar algumas opções políticas que são importantes, como a necessidade de reforçar os fundos de emergência para as catástrofes naturais”, sublinha o primeiro-ministro.