O advogado do arguido Vítor Escária desvalorizou o facto do antigo chefe de gabinete de António Costa ter mais de 75 mil euros no gabinete, em São Bento, escondidos em envelopes e garrafas de vinho.
“Não se trata de uma substância ilícita. A circunstância de termos dinheiro em casa depende das circunstâncias”, disse Tiago Rodrigues Bastos, acrescentando que o dinheiro se encontrava no local de trabalho do arguido.
O advogado de Escária admitiu “que seja criticável, que o primeiro-ministro tenha ficado agastado. Mas não é nada ilícito”.
Quanto aos esclarecimentos que Vítor Escária poderá prestar, Tiago Rodrigues assegurou que este “explicará quando tiver de explicar”. “Não tem relação com o que estamos a discutir neste processo”, reafirmou, completando que o dinheiro encontrado remete para um trabalho feito por Vítor Escária.
Vítor Escária foi um dos detidos no âmbito da operação relacionada com as explorações de lítio e hidrogénio. Os arguidos são acusados de crimes de corrupção e tráfico de influências.