“Não dá resposta aos problemas estruturais da Madeira”: PS vai votar contra Orçamento Regional

O PS Madeira defendeu que cabe aos partidos que viabilizaram o Governo Regional, presidido por Miguel Albuquerque, viabilizar a proposta de Orçamento Regional para 2025.

“Não dá resposta aos problemas estruturais da Madeira”: PS vai votar contra Orçamento Regional
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O PS junta-se ao Juntos Pelo Povo (JPP) no voto contra a proposta de Orçamento Regional, para 2025, um debate que se inicia esta segunda-feira na Assembleia da Madeira e se prolonga até 12 de dezembro.

O “não” do PS é justificado por os socialistas madeirenses entenderem que o documento “não dá resposta aos problemas estruturais” da Região e de “apenas tenta salvar a pele do presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque”.

Este “não” do PS teve unanimidade na reunião da Comissão Política do PS.

O presidente do PS Madeira, Paulo Cafôfo, considerou que cabe aos partidos que viabilizaram o Governo Regional, presidido por Miguel Albuquerque, a responsabilidade de aprovar o Orçamento.

O dirigente socialista lembrou que o PS votou contra o Programa de Governo e o Orçamento para 2024, embora na especialidade se tenha abstido e “dado o benefício da dúvida”, apresentando propostas que “acabaram por ser todas recusadas” pelo PSD.

Os socialistas sublinham que de “forma coerente” vão votar contra o Orçamento Regional, para 2025, dizendo que o mesmo “não responde às necessidades dos madeirenses” sendo “de continuidade, não alterando nada e mantendo os interesses instalados e as desigualdades”.

Cafôfo disse que ao contrário de outros partidos que acham que se devia passar logo para a votação da moção de censura (que vai decorrer a 19 de dezembro após a discussão do Orçamento), “curiosamente partidos que deram a mão a Miguel Albuquerque”, o PS entende que a discussão do Orçamento “deve acontecer”.

O dirigente do PS Madeira referiu que o partido “não foge ao debate e, por isso, acha bem que se debata o Orçamento, até para confrontar o PSD com as suas políticas, mas também confrontar os partidos que as viabilizaram”.

Cafôfo disse que este Orçamento foi elaborado já a pensar nas eleições antecipadas, que “dá algumas migalhas, esperando em troca o voto no PSD”, contudo o socialista disse que “as migalhas não enchem a barriga a ninguém, nem matam a fome”.

O presidente do PS Madeira reforçou que se trata de um Orçamento “eleitoralista, porque tenta salvar a pele de Miguel Albuquerque, mas não salva os madeirenses da pobreza, da doença (pelo tempo excessivo em listas de espera) e da falta de uma habitação condigna”.

Cafôfo admitiu que o PSD e o Governo Regional “venham a fazer muitas chantagens”.

O socialista criticou também o presidente do Governo, Miguel Albuquerque.

“O presidente do Governo diz que é surreal a situação que se vive na Região, mas é surreal porque ele é o principal ator do surrealismo. Esta instabilidade que se vive na Região tem origem em Miguel Albuquerque, porque ele garantiu estabilidade, mas aquilo que temos assistido é precisamente a instabilidade”, disse o dirigente socialista.

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