PRR: Portugal vai pedir a Bruxelas alargamento do prazo das agendas mobilizadoras

"Decidimos agora que vamos propor à Comissão Europeia, no âmbito da reprogramação do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência], que o que prazo das agendas imobilizadoras possa ser alargado até 30 de junho de 2026, porque a esmagadora maioria estavam com prazo até dezembro de 2025 e alguns até anteriores a isso", afirmou o ministro adjunto e da Coesão

PRR: Portugal vai pedir a Bruxelas alargamento do prazo das agendas mobilizadoras
EU Flags Are Lowered At Half Mast In Honor Of The Victims Of The Manchester Attack, Outside The EU Commission Headquarters In Brussels

Portugal vai propor à Comissão Europeia que o prazo de execução limite para as agendas mobilizadoras, no âmbito do PRR, possa ser alargado até 30 de junho de 2026, anunciou hoje o ministro adjunto e da Coesão.

“Decidimos agora que vamos propor à Comissão Europeia, no âmbito da reprogramação do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência], que o que prazo das agendas imobilizadoras possa ser alargado até 30 de junho de 2026, porque a esmagadora maioria estavam com prazo até dezembro de 2025 e alguns até anteriores a isso”, afirmou o ministro adjunto e da Coesão, num almoço-debate do International Club of Portugal, em Lisboa, sobre o tema “Fundos Europeus – Gastar ou Investir?”.

Manuel Castro Almeida justificou a decisão com o facto de haver ainda “agendas mobilizadoras a correr muito bem”, mas outras “nem por isso” com “muitos consórcios atrasados”, acrescentando que lhe têm chegado pedidos nesse sentido.

Segundo o ministro adjunto e da Coesão, com a atual fasquia, “a ideia de que há um atraso na execução dos fundos europeus começa a esbater-se” e reitera que o Governo espera chegar ao final do ano com uma execução na ordem dos 40%.

Já 2025 “é o ano de fase de cruzeiro do PRR”, com “muitas obras no terreno”, antecipou, lembrando que, com o pedido do sexto cheque a Bruxelas, Portugal foi “o segundo país a fazê-lo”, apenas ultrapassado por Itália e fê-lo “45 dias antes do prazo”. Já 2026 vai ser mais exigente, uma vez que “há mais marcos e metas para cumprir”.

Castro Almeida sublinhou ainda que, para chegar a esta “fase cruzeiro”, foi preciso “alterar uma quantidade de coisas”.

“O PRR e o PT2020 estavam a ser executados quase pelas mesmas pessoas. Não podia ser”, disse.

Por outro lado, entraram também “50 técnicos itinerantes” para a Estrutura de Missão “Recuperar Portugal” que “vão ajudar a cobrir pontas de trabalho” e “saltar de serviço em serviço” para responder às necessidades. “Acho mesmo que é uma inovação na Função Pública”, acrescentou.

Além disso, há “quatro, cincos meses” começou-se também “a fazer análises de candidaturas com inteligência artificial”. O processo ainda está “em fase embrionária”, mas já conta com “resultados visíveis”, vincou.

Castro Almeida fez ainda referência às medidas especiais de contratação pública aprovadas pelo Governo, que incluem a dispensa de visto prévio do Tribunal de Contas para os projetos do PRR.

O governante contou ainda que, há “pouco tempo”, o primeiro-ministro lhe pediu para criar um “pequeno grupo no Governo que reúne regularmente com um grupo de secretários de Estado” e “que tem como tarefa verificar o estado de dificuldades em investimentos privados”.

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