BES regressa dos mortos com tentativa de comprar poder político

A segunda semana do julgamento do Caso BES ficou marcada pelos depoimentos de quem denunciou os buracos nas contas. Queiroz Pereira revelou tentativa de compra de Marcelo em 2018.

BES regressa dos mortos com tentativa de comprar poder político
O acionista do Banco Espírito Santo (BES), Pedro Queiroz Pereira, à chegada para a sua audição na comissão, na Assembleia da República em Lisboa, 10 de dezembro de 2014. A 03 de agosto, o Banco de Portugal (BdP) tomou o controlo do BES, após a apresentação de prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades: o chamado banco mau (um veículo que mantém o nome BES e que concentra os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas) e o banco de transição que foi designado Novo Banco. MÁRIO CRUZ/LUSA

A segunda semana do julgamento do Caso BES concentrou-se em dois testemunhos importantes: Fernando Ulrich e Pedro Queiroz Pereira, com depoimento deste último gravado em 2018, sete meses antes da sua morte.

Pedro Queiroz Pereira, empresário dono da Semapa, admitiu à procuradora Cláudia Ribeiro que não morria de amores por Ricardo Salgado: “não sou propriamente amigo, nem quero saber dele”. Neste testemunho não se coibiu de dizer o que pensava.

O também antigo piloto de rally, conhecido no meio como Pêquêpê, chamou o ex-banqueiro de “mentiroso compulsivo” e “ambicioso desmedido, capaz de matar o pai e a mãe”. Nestas críticas ainda foi capaz de elogiar Salgado, afirmando-o como “uma pessoa extraordinariamente trabalhadora”.

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