Os arguidos do caso EDP conheceram (finalmente) a sua sentença. Após um julgamento que durou oito longos meses, Manuel Pinho, ex-ministro da Economia de José Sócrates, foi condenado a dez anos de prisão, ficando na história da justiça portuguesa como o primeiro ex-governante a ser condenado por corrupção.
O acórdão de 700 páginas foi lido pela juíza Ana Paula Rosa esta quinta-feira e marcou o fim de um julgamento que responsabilizou acontecimentos datados entre 2005 e 2009, considerando a existência de um “pacto corruptivo”.
No fim da manhã já se sabia que Manuel Pinho recebia a pena mais elevada do coletivo, sendo considerado culpado por corrupção passiva para ato ilícito, branqueamento de capitais e fraude fiscal. À saída do Campus da Justiça, o ex-ministro indica que “o que se passou não tem rigorosamente nada a ver com a sentença” proferida. Para Manuel Pinho, a sua condenação e pena de prisão serviu apenas para “evitar um terramoto na justiça”, considerando que seria complicado a sua absolvição num inquérito de 2012, e pelo qual está há dois anos e meio em prisão domiciliária.
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