Energia arrasta PSI para terreno negativo. EDP Renováveis tomba 3,70%

Em contracorrente esteve o BCP, que às 16:35 ganhava 1,52% para 0,2667 euros, a refletir o anúncio da emissão de dívida sénior de 500 milhões de euros a três anos, com maturidade em 2 de outubro, com possibilidade de reembolso ao fim de dois anos.

Energia arrasta PSI para terreno negativo. EDP Renováveis tomba 3,70%
Daniel Munoz/Reuters

O PSI encerrou a primeira sessão da semana a cair 0,79% para 6.119,62 pontos – mantendo a tendência negativa do início do dia -, penalizado sobretudo pelo sector energético.

A EDP Renováveis lidera entre as cotadas que mais castigaram o índice de referência português, com um tombo de 3,70% para 15,49 euros, seguida da EDP, que perdia 2,38% (4,064 euros) aquando do fecho da negociação. Ainda na energia, a Greenvolt e a Galp terminaram o dia com desvalorizações de 1,90% (4,064 euros) e 0,39% (13,96 euros), respetivamente.

Por outro lado, a evitar perdas maiores para a bolsa de Lisboa esteve o BCP, que às 16:35 ganhava 1,52% para 0,2667 euros, a refletir o anúncio da emissão de dívida sénior de 500 milhões de euros a três anos, com maturidade em 2 de outubro, com possibilidade de reembolso ao fim de dois anos.

https://jornaleconomico.pt/noticias/bcp-avanca-com-emissao-de-500-milhoes-a-tres-anos/

Regressando ao lote das cotadas em queda, os CTT perderam 1,95% para 3,27 euros, a Sonae deslizou 1,33% para 0,9280 euros e a Mota-Engil recuou 1,02% para 3,410 euros.

A par da instituição liderada por Miguel Maya, a The Navigator também terminou o dia em terreno positivo, registando ganhos de 0,18% (3,348 euros) no término da sessão.

O sentimento negativo desta segunda-feira foi transversal aos vários mercados europeus, com os investidores a refletirem sobre as decisões de política monetária dadas a conhecer por várias instituições nas duas últimas semanas. Por país, o alemão DAX caiu 0,98% para 15.405,49 pontos, o francês CAC perdeu 0,85% para 15.405,49 pontos e o espanhol IBEX recuou 1,22% para 9.386,00 pontos.

“As bolsas europeias encerraram a primeira sessão da semana em território negativo, prolongando as perdas da semana passada, com os principais índices a recuarem na ordem dos 1,0%. Isto num dia negativo para a grande generalidade dos sectores, com os maiores receios vindos da China, após o grupo Evergrande ter cancelado uma reunião importantes com credores, levando a empresa a tombar mais de 20% hoje. A fazer manchetes também esteve a nota de que o HSBC cortou as perspetivas de crescimento para a economia chinesa, o que contribuiu para os receios”, explicou Ramiro Loureiro, analista de mercados do Millennium Investment Banking.

https://jornaleconomico.pt/noticias/aumenta-o-risco-de-liquidacao-na-evergrande/

Na nota diária de fecho de mercado, o especialista deixa, ainda, uma nota sobre Itália, que viu o índice FTSE MIB fechar em -68%.

“De destacar ainda a Banca italiana, após uma nota de que os credores no país poderão evitar o pagamento de um imposto extraordinário sobre os lucros caso façam reservas de capital adicionais”, explicou Ramiro Loureiro.

https://jornaleconomico.pt/noticias/governo-de-italia-altera-projeto-para-taxar-a-banca/

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