A leitura mais equilibrada é esta: Portugal não deixou de ser atrativo, mas tornou-se mais difícil transformar esse interesse em investimento efetivamente concretizado.
O Governo anunciou 1.851.636.907 euros para construir, adquirir e reabilitar doze mil casas a custos acessíveis até 2030. É um número exato, decidido em Conselho de Ministros, publicado em Resolução e com calendário anual definido. Parece um número fechado. Mas não é.
Humanizar o atendimento não significa abdicar de processos. Significa construir sistemas que garantam consistência, mas que deixem também espaço para que as pessoas decidam.
O apagão de abril de 2025 foi, neste sentido, um momento de clareza. Pagar com cartão ou por outras formas de pagamento digital estiveram entre as principais dificuldades deste dia. A solução foi pagar com dinheiro.
Industrializar a construção não é apenas produzir módulos em fábrica. É repensar o processo construtivo com mais planeamento, mais engenharia, maior integração entre especialidades, melhor controlo de qualidade e maior previsibilidade de prazo e de custo.
Programas nacionais e europeus oferecem hoje às empresas portuguesas a possibilidade de acelerar a sua transformação, desde que os projetos sejam estruturados com visão, rigor e objetivos claros.
Com o cibercrime a escalar e a Inteligência Artificial a potenciar ataques cada vez mais sofisticados, a cibersegurança entra numa nova era: deixar de reagir e passar a antecipar.
Hugo Rosa Ferreira é candidato a vice-presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol com os pelouros das Finanças, Governance & Compliance. Integra a lista de Carlos Barroca.
Diz o Governo que o produto da venda dos imóveis será reinvestido em habitação, sem que, no entanto, esclareça como, onde e quando. Como alguém já disse, a este propósito, trata-se de vender pão para comprar farinha!
A mudança mais relevante trazida pelo Omnibus não está no “quanto” se reporta, mas onde recai a exigência regulatória. E a exigência está a deslocar-se, progressivamente, do relato ESG formal para dimensões mais operacionais e sistémicas, como a gestão de risco.
Não é totalmente claro até onde quis ir o legislador com esta criminalização de uma conduta que, já na Comissão Revisora do Código Penal de 1993, se decidiu deixar de fora da tipificação criminal.
A habitação não pode ser interpretada através de variáveis conjunturais, porque é uma prioridade estrutural para a coesão social e para a competitividade económica do nosso país.
O imobiliário continuará a ser um pilar de estabilidade e valorização em Portugal, mas apenas para quem o souber interpretar. Não como oportunidade ocasional, mas como uma estratégia a longo prazo.
A flexibilidade do consumo é um dos pilares dos sistemas elétricos modernos, não apenas por razões ambientais e de segurança do abastecimento, mas também por configurar um fator de competitividade para as empresas.
A frase "pior do que ser pobre é ser invisível" resume o problema: vidas que circulam repetidamente no sistema porque nunca tiveram acesso a uma prevenção humana e próxima.
O verdadeiro valor do hidrogénio verde reside na sua capacidade de descarbonizar setores difíceis de eletrificar. É aqui que o investimento faz verdadeiramente sentido.
O desafio para os decisores políticos será garantir que um maior controlo regulatório não compromete a inovação ou a agilidade, dois fatores que a Europa não pode dar-se ao luxo de limitar.
A descarbonização industrial não pode ficar refém de um choque especulativo ou geopolítico. Sem resposta célere e articulada, arriscamos transformar um dos programas mais estruturantes do PRR numa oportunidade perdida.