Xi Jinping visita esta segunda-feira “bom e velho amigo” Putin com Ucrânia na agenda

Os líderes chinês e russo encontram-se numa altura em que as relações entre Pequim e Moscovo se aprofundam, com a China a procurar ganhar relevo no panorama internacional e a Rússia a agarrar-se aos poucos aliados capazes próximos.

Xi Jinping visita esta segunda-feira “bom e velho amigo” Putin com Ucrânia na agenda
putin xi jinping

O líder chinês Xi Jinping chega esta segunda-feira a Moscovo, onde se irá encontrar com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, sendo expectável que manifeste o seu apoio à invasão declarada pelo Kremlin à vizinha Ucrânia.

Os dois líderes encontram-se numa altura em que o presidente chinês assegurou um inédito terceiro mandato à frente dos destinos do gigante asiático e Putin se encontra sob um mandato de captura internacional por alegados crimes de guerra. Recorde-se que, ainda assim, a Rússia não é uma signatária do acordo, tal como a Ucrânia.

Por outro lado, Xi Jinping procura solidificar a sua posição como mediador internacional de conflitos diplomáticos, depois da apresentação de um plano de paz para o conflito no leste da Europa que foi recebido com uma surpreendente abertura de ambos os lados, apesar de bastante mais contida entre a fação ucraniana.

Desde então, Pequim foi também responsável pelo reatar de ligações entre sauditas e iranianos, os dois maiores poderes regionais no Médio Oriente, suspensas desde 2016.

Do lado russo, Putin assinou um artigo de opinião num conhecido jornal chinês elogiando a relação com o “bom e velho amigo” Xi, com quem assinou um protocolo de cooperação no ano passado. Moscovo elogiou o plano diplomático chinês, com quem tem vindo a estreitar relações desde a invasão da Ucrânia em fevereiro do ano passado.

No entanto, Volodymyr Zelenskyy já garantiu que Kiev não aceitará qualquer acordo que não envolva a reintegração dos territórios internacionalmente reconhecidos como Ucrânia.

O Ocidente tem vindo a manifestar a sua preocupação com o envolvimento chinês na guerra na Europa, considerando Pequim demasiado próxima de Moscovo e com planos de hegemonia próprios. A visita ao homólogo russo sucede numa altura em que as tensões entre americanos e chineses se têm vindo a agravar, com a questão de Taiwan no centro da discórdia.

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