“É tempo de parar a guerra contra a Ucrânia. Não é o momento de escalar e alargar esta atitude de agressão aos outros”, disse António Costa, no Luxemburgo.
O partido do atual primeiro-ministro, Nikol Pashinyan, segue folgadamente à frente nas sondagens, ‘apesar’ de tantos apoios externos e das reticências da Rússia.
O presidente russo disse no fórum económico internacional que as sanções e o roubo das reservas internacionais da Rússia pelo Ocidente "afetaram irreversivelmente a posição das moedas globais, o dólar e o euro". E disse que os BRICS estão a vencer o G7. Quanto a Volodymyr Zelensky, continua a não ser bem-vindo a Moscovo.
A proximidade das duas visitas é uma manifestação clara de apoio incondicional de Pequim a Moscovo. Laços económicos e comerciais enchem uma agenda que tem uma conversa que interessa seguir: será sobre o gasoduto ‘Power of Siberia 2’. A visita de Putin só foi confirmada depois de Trump deixar a China.
Apesar da ausência da incapacidade em encontrar uma forma de juntar Irão e Estados Unidos, os mediadores continuam à procura de soluções. O Irão disse aos mediadores ser favorável a que se discutam temas urgentes como a guerra e o Estreito de Ormuz e que se deixe a questão nuclear para mais tarde.
Ouça e acompanhe “A Arte da Guerra” também em formato podcast: Apple Podcasts | Spotify | Google Podcasts | Anchor Perante mais uma ronda de negociações entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, coloca-se a questão de se saber se os seus resultados podem beneficiar de algum modo aqueles que querem o estabelecimento da paz. Para todos […]
As duas maiores potências nucleares, Rússia e Estados Unidos, já não estão obrigadas a conter as suas tentações de regresso ao aumento da sua capacidade nuclear militar. Moscovo ainda propôs a sua continuidade, Mas Washington preferiu não responder. ONU pede negociações urgentes.
Numa altura em tudo indica que a Rússia não está minimamente interessada na paz, o presidente francês, Emmanuel Macron, testa a sua capacidade de encetar negociações diretas com Vladimir Putin. Mas sabe que os Estados Unidos irão prevalecer como a força que determinará o andamento do processo. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
Numa reunião com a cúpula militar, a segunda em dois dias, Vladimir Putin agradeceu aos militares pelos serviços prestados na Ucrânia e elogiou o ritmo da ofensiva, afirmando que, depois da captura das cidades de Pokrovsk e Mirnograd, as forças russas estão a eliminar tropas ucranianas cercadas e a desenvolver uma ofensiva em direção às fronteiras da região de Donetsk, anexada por Moscovo.
Num quadro em que os esforços para a conclusão de um acordo de cessar-fogo liderados pelos Estados Unidos permanecem inconclusivos, a França pode conseguir tornar-se um interlocutor junto de Vlladimir Putin.
"Estamos a fazer progressos bastante rápidos, e a nossa equipa na Florida tem trabalhado com o lado americano. Também foram convidados representantes europeus. É importante que estas negociações sejam construtivas, e muito depende de a Rússia sentir a necessidade de realmente acabar com a guerra e não se envolver em jogos retóricos ou políticos", escreveu Zelensky na rede X.
"[Macron) disse que estava pronto para falar com Putin. É provavelmente muito importante recordar o que o Presidente disse durante a 'Linha Direta' [entrevista anual a Putin). Ele também expressou o facto de estar pronto para dialogar com Macron", explicou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Num quadro em que um acordo de paz para a Ucrânia está ainda muito longe, não ajuda o facto de o lado norte-americano – onde não há vestígio da “excelente escola de diplomacia” dos Estados Unidos – apresentar diversos discursos, pontos de vista e posturas, conforme os envolvidos. Estes e outros temas serão analisados pelo embaixador Francisco Seixas da Costa na edição desta semana.
O plano de paz de 28 pontos – que é o tema único do programa desta semana – que se transformou num segundo e num terceiro plano, é uma forma de constatação de que a guerra foi ganha pela Rússia e que, nesse contexto, é a Ucrânia que tem de ceder. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
O plano, que começou mal (ninguém sabia dele senão nos círculos mais restritos da Casa Branca e do Kremlin), parece neste momento estar condenado ao fracasso, como estiveram todos os outros, se é que alguma vez chegou a haver um. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
O grau de arbitrariedade com que o presidente Donald Trump gere a agenda mundial está a tornar-se um modo de operar dos Estados Unidos, mas, pior que isso, está a ter a capacidade de instituir uma forma nova de fazer política. Uma vez instalada, essa fórmula tem todas as condições para acabar com a forma como a diplomacia superintendia o negócio global até aqui. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
A suspensão de mais uma cimeira entre Donald Trump e Vladimir Putin revela uma impreparação da diplomacia norte-americana insustentável – com que, aliás, o muito experiente Sergey Lavrov não está disponível para pactuar. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
A Casa Branca não foi tão longe como se esperava – ou como a Europa esperava – no suporte à causa ucraniana contra a invasão russa. Afinal, como cimeira marcada para a Hungria, Donald Trump estava em fase de contemporização.
Moscovo alinha com o presidente americano nas críticas a capa da revista "Time": "Apenas pessoas doentias, pessoas obcecadas com malícia e ódio - talvez freaks - poderiam ter escolhido esta fotografia", disse a porta-voz do Kremlin.