“É tempo de parar a guerra contra a Ucrânia. Não é o momento de escalar e alargar esta atitude de agressão aos outros”, disse António Costa, no Luxemburgo.
Nesse mundo que se vai desfazendo perante o espanto de cada vez maior número dos seus habitantes, a Rússia – que, como os Estados Unidos, são governados em regime unipessoal – testa os medos de uma Europa que não tem como viver encolhida e atolada em receios, que despertam, ironicamente, saudades da cómoda previsibilidade da velha União Soviética. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
Um dia depois de Donald Trump ter alterado o posicionamento dos EUA face à Ucrânia, os ministros do exterior russo e norte-americano reuniram em Nova Iorque, à margem da Assembleia-Geral da ONU. Oligarquia russa desvaloriza e a contraditória mudança de opinião do presidente dos EUA.
"A Rússia não é de forma alguma um tigre. A Rússia é geralmente associada a um urso. Não existem ursos de papel e a Rússia é um urso verdadeiro", disse o porta-voz presidencial russo, Dmitri Peskov, numa entrevista à rádio RBC.
Presidente dos Estados Unidos diz, em dia de Assembleia-Geral da ONU, que a Ucrânia tem direito a regressar ao espaço vital que a Rússia ocupou ao longo da invasão. Aparentemente, e ao contrário do que disse antes, a Crimeia faz parte desse espaço.
Se estas tropas forem enviadas agora, durante a guerra, Moscovo irá considerá-las "um alvo legítimo", disse Putin, durante o seu discurso no Fórum Económico do Leste, realizado na cidade portuária de Vladivostok.
Pequim aproveitou o Dia da Vitória para mostrar a Donald Trump e ao Ocidente que a China está preparada para forjar uma nova ordem mundial e contestar o domínio americano.
"Se Zelensky estiver pronto, que venha a Moscovo e esse encontro terá lugar", declarou o líder do Kremlin em conferência de imprensa em Pequim, onde participou nas comemorações do 80.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial.
"Há opções para garantir a segurança da Ucrânia no caso de o conflito terminar", disse Putin. "Parece-me que há aqui uma oportunidade para chegar a um consenso", acrescentou.
Membro da União Europeia (UE) e da NATO, a Eslováquia é fortemente dependente do gás russo, tal como a Hungria, sendo ambos os países conhecidos pelas posições pró-Moscovo.
"A nossa comunicação próxima reflete a natureza estratégica dos laços russo-chineses, que se encontram atualmente num nível sem precedentes", disse Putin, segundo declarações divulgadas no início de um encontro entre os dois chefes de Estado, em Pequim.
“As relações entre a China e a Rússia resistiram a um ambiente internacional em mudança e constituem um exemplo de como devem ser as relações entre grandes potências: caracterizam-se por boa vizinhança duradoura, coordenação estratégica abrangente e cooperação mutuamente benéfica”, disse Xi, citado pela televisão estatal CCTV.
“Esta crise não foi desencadeada pelo ataque da Rússia à Ucrânia. É o resultado de um golpe de Estado na Ucrânia, que foi apoiado e provocado pelo Ocidente”, afirmou Putin, durante a reunião da Organização de Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês).
Donald Trump parece estar a seguir o mesmo roteiro que políticos como Recep Erdogan e Vladimir Putin seguiram para imporem lideranças autocráticas. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
Será a primeira vez que China, Rússia e Índia se encontram ao mais alto nível depois da ‘novela’ das tarifas impostas pela administração Trump e da Cimeira do Alasca.
O presidente russo, Vladimir Putin, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, vão estar presentes nas comemorações dos 80 anos do fim da II Guerra. Um desfile militar é o topo da agenda.
"Veremos se Putin e Zelensky trabalham juntos. É um pouco como o azeite e o vinagre. Não se dão muito bem, por razões óbvias", disse o Presidente norte-americano durante uma breve troca de impressões com os jornalistas.
Após conversações na Casa Branca entre Donald Trump, Zelensky e vários líderes europeus, Friedrich Merz afirmou à imprensa que o Presidente russo, em contacto telefónico com Trump, “concordou que se realizaria nas próximas duas semanas uma reunião” sua com o Presidente ucraniano.
"Estamos prontos para uma reunião bilateral com Putin e, depois disso, esperamos uma reunião trilateral" com a participação de Donald Trump, disse Zelensky na segunda-feira aos jornalistas, após conversações na Casa Branca com o Presidente norte-americano e líderes europeus.