Ventura garante que quer usar magistratura de influência para mudar Constituição

“Eu quero mesmo mudar a Constituição. Eu não ando a esconder-vos nada. Eu quero mesmo mudar a Constituição e quero incentivar o país” a essa mudança, afirmou André Ventura, que falava aos jornalistas antes de uma arruada na zona de Caxinas, em Vila do Conde (distrito do Porto).

Ventura garante que quer usar magistratura de influência para mudar Constituição
O candidato à Presidência da República, André Ventura, durante uma arruada, em Ponta delgada, Ilha de São Miguel, Açores, 4 de dezembro de 2025. EDUARDO COSTA/LUSA

 O candidato presidencial André Ventura disse hoje que, se for eleito, irá usar a magistratura de influência para mudar a Constituição, assegurou que aquela lei fundamental “não é a Bíblia” e que o país tem de se adaptar.

“Eu quero mesmo mudar a Constituição. Eu não ando a esconder-vos nada. Eu quero mesmo mudar a Constituição e quero incentivar o país” a essa mudança, afirmou André Ventura, que falava aos jornalistas antes de uma arruada na zona de Caxinas, em Vila do Conde (distrito do Porto).

Para o candidato apoiado pelo Chega, o Presidente da República “tem uma magistratura de influência única”.

Prometeu, por isso, que, caso seja eleito, irá usar o cargo para assegurar uma mudança da Constituição no Parlamento.

“Não é preciso os meus adversários andarem a dizer: ‘Ele vai mudar a Constituição’. Ouçam, leiam os meus lábios: Vou, vou”, vincou Ventura, que respondia ao candidato Gouveia e Melo que o acusava de querer alterar a lei fundamental da República Portuguesa.

Questionado sobre o porquê de querer incentivar uma mudança da Constituição, André Ventura considerou que aquele documento “não é a Bíblia”.

“A Constituição é dos anos 1970, tem de mudar e tem de se adaptar ao país de hoje”, disse, acusando os seus adversários de quererem “mandar o país para trás”.

O presidente do Chega salientou ainda que não vê “qual o extremismo” de querer tirar a nacionalidade a pessoas que cometeram crimes ou de criminalizar o enriquecimento ilícito.

Há quatro dias, numa ação de campanha na Guarda, André Ventura vincou que não queria romper com a Constituição da República Portuguesa (CRP).

“Eu não quero romper com a Constituição. Eu quero romper com a corrupção”, afirmou, na altura, o também presidente do Chega, que falava antes de uma arruada, usando essa frase noutras ações de campanha.

Apesar de na altura prometer não romper com a CRP, Ventura insistia na defesa de propostas inconstitucionais, como a proibição de financiamento para a construção de mesquitas, admitindo que não concordava “com muitas coisas” que a lei fundamental tem.

Na Guarda, o candidato afirmou que uma coisa é discordar da atual redação da Constituição e outra é a intenção de romper com o documento e o seu espírito.

“Isso é falso e o PS sabe que isso é falso. Está a querer pôr medo às pessoas”, disse, na altura, em resposta ao secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro.

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