UE chega a acordo para 14º pacote de sanções à Rússia que visam gás russo

De acordo com a “Reuters”, este é o primeiro pacote que aplica restrições ao gás russo, banindo a reexportação do gás natural liquefeito (GNL) russo em águas da UE, não colocando, ainda assim, em causa as importações.

UE chega a acordo para 14º pacote de sanções à Rússia que visam gás russo
gas-euro-russia

A União Europeia (UE) chegou a acordo, esta quinta-feira, sobre o 14º. pacote de sanções contra Moscovo, que vem “negar ainda mais o acesso da Rússia a tecnologias essenciais, cortar fontes de receita provenientes da energia e atacar a rede bancária oculta no estrangeiro”.

De acordo com a “Reuters”, este é o primeiro pacote que aplica restrições ao gás russo, banindo a reexportação do gás natural liquefeito (GNL) russo em águas da UE, não colocando, ainda assim, em causa as importações.

Na opinião dos especialistas no mercado de gás, esta medida vai ter um impacto pequeno, uma vez que os transbordos de gás através dos portos da UE para a Ásia representam apenas 10% do total das exportações russas de GNL.

O pacote aprovado também sanciona três projetos de GNL russos e incluiu uma cláusula que permite que a Suécia e a Finlândia cancelem os seus contratos russos de GNL, informaram diplomatas à “Reuters”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, realçou, na rede social X, que “este pacote vai negar ainda mais acesso à Rússia a tecnologias-chave. E privará a Rússia de mais receitas energéticas”.

Relacionado

Reservas de gás da União Europeia estão no nível mais baixo em 15 anos

Reservas de gás da União Europeia estão no nível mais baixo em 15 anos

Ruben Pires3 Set
De acordo com a publicação BiGo Finance o nível de reservas de gás que a União Europeia detém nesta altura deve-se a um erro de cálculo. O bloco europeu vinha adiando as compras de gás na expetativa de que o conflito no Médio Oriente, que se iniciou em fevereiro entre Estados Unidos, Israel, e Irão, tivesse um desfecho rápido, permitindo que o gás natural vindo do Qatar voltasse a passar pelo Estreito de Ormuz a um preço mais baixo. Contudo o cenário de momento não se concretizou.