Ucrânia: Hungria reitera oposição à adesão da Ucrânia à União Europeia

O líder húngaro acrescentou que, atualmente, não vê "um único argumento" que justifique a adesão da Ucrânia do ponto de vista dos interesses húngaros. 

Ucrânia: Hungria reitera oposição à adesão da Ucrânia à União Europeia
Hungarian Prime Minister Viktor Orban speaks as he arrives for an EU summit in Brussels, Belgium December 10, 2020. John Thys/Pool via REUTERS

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, disse, esta sexta-feira, que se opõe à adesão da Ucrânia à União Europeia argumentando que pode afetar a agricultura da Hungria.

“Eu, pela minha parte, sou contra”, disse Orbán quando questionado sobre a cimeira da União Europeia da próxima semana, onde, entre outras questões, vai ser discutida a eventual adesão da Ucrânia.

O líder húngaro acrescentou que, atualmente, não vê “um único argumento” que justifique a adesão da Ucrânia do ponto de vista dos interesses húngaros.

“É impensável, aqui e agora. Seria a nossa ruína, seria a ruína dos agricultores húngaros e da economia agrícola húngara, em primeiro lugar, e, em segundo lugar, seria a ruína de toda a economia nacional”, disse Orbán em declarações à rádio pública Kossuth.

Orbán manifestou dúvidas sobre a forma como a Hungria poderia travar o que chamou “fluxo de crime” que seria gerado pela adesão do país vizinho, embora não tenha especificado a que se referia.

O líder nacionalista húngaro é um aliado do Presidente russo Vladimir Putin e tem relações tensas com a Ucrânia.

O governo de Orbán tem-se recusado a enviar armamento para a Ucrânia desde que a Rússia atacou o país em 2022.

O Presidente do Conselho Europeu, António Costa, reuniu-se com Orbán em Budapeste, na quarta-feira, para preparar a cimeira da União Europeia, agendada para 6 de março, onde também vai ser discutido, entre outros assuntos, o apoio à Ucrânia.

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