“Este não é um problema novo”, admitiu o ministro, à margem do ‘Fórum do Crescimento 2025, realizado hoje pela Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.
A agricultura foi abandonada como uma atividade arcaica, ultrapassada, que fica melhor escondida do que à vista, e o país rural foi abandonado com ela. Percebe-se, que dá pouco à economia e, pior, concentra-se em círculos com poucos votos.
As duas coligações lideradas pelo PSD – AD (PSD/CDS/PPM) e Madeira Primeiro (PSD/CDS) – conseguiram 28,83% dos votos e 80 deputados (78 do PSD e dois do CDS/PP), de acordo com os resultados publicados hoje pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) em Diário da República. O PS foi o segundo partido mais votado com 27,98% e 78 deputados.
Contados os votos da emigração, que mantiveram a vitória da AD, o chefe de Estado indigitou o líder do PSD e da coligação, Luís Montenegro, como primeiro-ministro, que tem agora cerca de uma semana para apresentar o seu executivo. Com os votos das comunidades, o Chega subiu para 50 deputados, o PS ficou com 78 e a AD com 80.
De acordo com os dados publicados no site da Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), às 18:30, o Chega está à frente com 16,75%, seguindo-se o PS (16,59%) e a AD (14,50%).
Da parte da Aliança Democrática (AD), José Cesário é o grande vencedor, que está de volta ao Parlamento e o Chega elegeu Manuel Alves, um antigo social-democrata.
Segundo o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), foram hoje, segundo dia do escrutínio dos votos dos emigrantes portugueses, escrutinados e registados 117 mil votos, que se juntaram aos mais de 140 mil tratados na segunda-feira.
"O que lhe posso dizer é que hoje foram registados, carregados e estão a ser contados cerca de 150 mil votos. É o resultado do dia", afirmou Fernando Anastácio, que admitiu também a existência de votos anulados, como noutros atos eleitorais.
Os votos dos emigrantes portugueses irão resultar na eleição de quatro deputados, que poderão influenciar o resultado final deste ato eleitoral, uma vez que a AD elegeu 79 deputados e o PS 77.
Hoje em dia, o facto de termos mais partidos com capacidade de competição por assentos no parlamento, gerou outros equilíbrios ou possibilidades de governação.
O número de cidadãos recenseados no país, mas a viver no estrangeiro contribui para a abstenção. Mudar as regras de voto fora do país aumentaria a participação dos cidadãos, diz estudo.