Entre outubro e dezembro de 2024, a taxa de poupança das famílias aumentou face aos 14,8% do período homólogo e manteve-se estável nos 15,3% na variação trimestral.
Este é o valor mais alto desde 2021, quando no 1.º trimestre desse ano a taxa de poupança atingiu um máximo histórico de 14,2% do rendimento disponível.
As famílias voltam a poupar mais no terceiro trimestre. Instituto Nacional de Estatística diz que rendimento disponível subiu mais do que o consumo familiar.
Gabinete estatístico europeu justifica aumento taxa de poupança acelerou para os 15,7% com o acréscimo do rendimento bruto das famílias (0,8%) a um ritmo maior do que o do consumo (0,2%).
Apesar de ainda distante da média europeia, Portugal registou o maior aumento da poupança na zona euro na primeira metade deste ano. Subida dos juros apressou portugueses a amortizarem crédito à habitação.
A situação financeira das famílias portuguesas melhorou no primeiro trimestre, com a taxa de poupança a crescer para 8% face aos 6,6% registados no último trimestre do ano passado.
De acordo com a Deco, “é nos momentos de crise”, como o período de intervenção da Troika entre 2010 e 2014, que os agregados em Portugal “demonstram que as famílias têm capacidade de poupança, ainda que pontuais”.
A taxa de poupança das famílias caiu 0,6 pontos percentuais no primeiro trimestre face ao anterior, para 5,9% do rendimento disponível, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística.