Os números ficaram ligeiramente abaixo da última estimativa do Banco de Cabo Verde (BCV), que apontava para uma taxa média anual de inflação de 2,4%, em 2025.
Desde a última revalorização do ouro, em 1988, o preço deste multiplicou-se por oito, pelo que é mais do que chegada a hora de fazer uma nova operação semelhante.
O índice de preços fechou com uma média mais baixa do que no ano anterior e uma variação bastante menor, sublinhando a tendência desinflacionista na economia nacional.
Os dados sobre a inflação na Alemanha juntam-se a outros divulgados recentemente que reforçam a perspetiva de que o BCE poderá avançar já em outubro com um novo corte das taxas de juro.
O indicador de preços voltou a subir em setembro à boleia da componente alimentar, cuja aceleração mais do que compensou novo recuo dos bens energéticos.
O indicador de preços voltou a descer após o máximo de oito meses registado em maio, isto apesar de a componente energética até ter acelerado. Já a inflação core ficou em 2,3%, também uma descida em relação ao mês anterior.
A taxa anual da inflação subjacente, que exclui os preços da energia e os dos alimentos não transformados, recuou, em abril, para os 2,8%, face aos 3,1% de maio.
A inflação desacelerou na zona euro e na União Europeia ao mesmo ritmo. Os países nórdicos apresentam uma taxa abaixo de 1%, enquanto os países centrais comportam a mais elevada. Portugal confirmou a semana passada uma subida da inflação para 2,3%.
"A situação dos preços dos produtos energéticos está a abrandar visivelmente e o aumento dos preços dos produtos alimentares continua a abrandar. No entanto, continua a ser superior à taxa de inflação global", analisa Ruth Brand, presidente do Destatis, citada no boletim mensal divulgado esta manhã.
Este valor significa uma quebra de 1,4 pontos percentuais (p.p.) face ao verificado no mês anterior, sendo que em Portugal a taxa de inflação terá sido em outubro de 3,3%, segundo a estimativa rápida do Eurostat.
Em Portugal a taxa de inflação no mês de setembro ficou nos 4,8%, um valor abaixo do registado na UE e uma diminuição face ao valor registado em agosto, que se situou nos 5,3%.
A energia volta a pressionar os preços em Portugal depois do disparo dos combustíveis, embora a inflação subjacente continue a recuar. Dados de agosto confirmam coeficiente de atualização das rendas para o próximo ano em 6,9%.
Estimativa rápida do INE aponta para uma subida de 0,6 pontos em agosto face ao mês anterior, "essencialmente explicada pelo aumento de preços registado nos combustível".