Taxa de inflação mantém-se nos 2,4% na zona euro e 2,6% na UE em abril

A taxa anual da inflação subjacente, que exclui os preços da energia e os dos alimentos não transformados, recuou, em abril, para os 2,8%, face aos 3,1% de maio.

Taxa de inflação mantém-se nos 2,4% na zona euro e 2,6% na UE em abril
Confianca_na_Zona_Euro

A taxa de inflação anual manteve-se, em abril, nos 2,4% na zona euro, confirmou hoje o Eurostat, divulgando que na União Europeia (UE) a subida de preços também se manteve nos 2,6%, face a março.

Em abril de 2023, as taxas de inflação eram, respetivamente, de 7,0% e 8,1%.

O serviço estatístico europeu confirmou hoje a estimativa rápida para a área do euro avançada no final de abril e divulgou dados sobre o conjunto dos Estados-membros, adiantando que o indicador, medido pelo Índice Harmonizado dos Preços no Consumidor (IHPC), recuou em 15 Estados-membros, manteve-se em quatro e subiu em oito.

A taxa anual da inflação subjacente, que exclui os preços da energia e os dos alimentos não transformados, recuou, em abril, para os 2,8%, face aos 3,1% de maio.

As menores taxas de inflação foram registadas na Lituânia (0,4%), Dinamarca (0,5%) e Finlândia (0,6%), estando no extremo oposto, com as taxas mais altas, a Roménia (6,2%), a Bélgica (4,9%) e a Croácia (4,7%).

Portugal, com 2,3%, tem a oitava menor taxa de inflação, medida pelo IHPC, um recuo em cadeia (2,6% em março) e homólogo (6,9% em abril de 2023).

O agregado dos serviços foi o que, em abril, apresentou a maior taxa de inflação (3,7%), seguido pelo dos alimentos transformados, álcool e tabaco (3,2%) e o da energia e alimentos não transformados (2,8%), enquanto o agregado da energia mantém uma trajetória negativa, tendo recuado 0,6%.

Relacionado

Reservas de gás da União Europeia estão no nível mais baixo em 15 anos

Reservas de gás da União Europeia estão no nível mais baixo em 15 anos

Ruben Pires3 Set
De acordo com a publicação BiGo Finance o nível de reservas de gás que a União Europeia detém nesta altura deve-se a um erro de cálculo. O bloco europeu vinha adiando as compras de gás na expetativa de que o conflito no Médio Oriente, que se iniciou em fevereiro entre Estados Unidos, Israel, e Irão, tivesse um desfecho rápido, permitindo que o gás natural vindo do Qatar voltasse a passar pelo Estreito de Ormuz a um preço mais baixo. Contudo o cenário de momento não se concretizou.