Baixa criminalidade, clima ameno e ausência de impostos estatais atraem fortunas para o sul da Flórida, onde os preços de mansões batem recordes sucessivos.
Chama-se Tord Kolstad e é um magnata imobiliário que deixou a Noruega há dois anos para escapar de um aumento de imposto sobre a sua riqueza, mas o perigo o acompanhou-o até à sua nova casa, a Suíça que está também no meio de um debate acalorado sobre impostos de herança para os super-ricos, ricos, que prevê taxar em 50% qualquer riqueza acima de 50 milhões de francos suíços (54 milhões de euros).
Os EUA registaram um aumento de 81%, mas viram-se ultrapassados pela China, onde o acréscimo foi de 108%. Nas maiores economias europeias, as subidas são mais leves.
Além de Portugal ter já uma taxa adicional de solidariedade, não há bilionários e apenas 800 indivíduos têm um património acima de 30 milhões de euros. Imposto subverte a lógica fiscal e arrisca problemas éticos.
Taxa aos super-ricos iria permitir encaixe de 3,6 mil milhões e abranger quase 42 mil pessoas. Só o valor conseguido do imposto representaria 6,6% do total da receita fiscal arrecada pelo Estado, que no ano passado foi de 59 mil milhões de euros.
Estudo do Tax Justice Network baseou-se no imposto espanhol para super-ricos. Aplicado a nível mundial, imposto permitira arrecadar mais de 1,9 biliões de euros.
Na opinião do chefe da diplomacia de Portugal é necessário primeiro “acordar os termos em que uma contribuição desse tipo pode ser estabelecida e qual é o seu universo de aplicação, como é que ela pode ser cobrada e liquidada”.