Num tempo em que quase tudo se tornou reativo, criar um intervalo entre o que acontece e a resposta que damos é uma das práticas mais salutares. Um não fazer que faz muito.
Num país normal, a reforma da lei laboral teria naturalmente levado estes líderes empresariais a aparecer para defender ou criticar a iniciativa do Governo – ou uma mistura das duas.
Cuba desapareceu do radar, na cobertura noticiosa, substituída por crises mais estratégicas. O resultado é de partir o coração: um país encurralado entre um regime incompetente e incapaz e uma política externa punitiva que falha nos seus objetivos declarados.
Adoptámos uma indignação estética, visto que somos incapazes de mobilizar a indignação actuante, porque conservamos um sentido de justiça relativo e, objectivamente, selectivo.
Os crimes ambientais, de abate de sobreiros para a construção de parques fotovoltaicos de grande extensão de terreno, no nosso país, em particular, no Alentejo, prosseguem tranquilamente.
Até 31 de outubro, o desassossego-reflexão-grito-mudo do artista Carlos Bunga ocupa a Galeria Vera Cortês, em Lisboa. Um repto para parar, refletir, repensar caminhos.
Precisamos de uma justiça que comunique de forma clara, de cidadãos juridicamente informados e de uma relação mais equilibrada entre justiça e política.
O culto do silêncio, Sra. PGR, pode ser espalhafatoso. E o culto da imagem e da personalidade pode ser feito a partir da invisibilidade, uma coisa não tem a ver com a outra. Acredito que o sabe bem melhor do que eu.
Sem uma regulamentação adequada, a linha entre o lobby legítimo e o tráfico de influências continua perigosamente ténue, ameaçando a integridade do processo democrático.
Apenas a força da opinião pública pode obrigar os governos ocidentais a retirarem o seu apoio à estratégia seguida por Netanyahu. Usemos a nossa força.
A empresa especializada em tradução esteve esta quarta-feira a mostrar ao ministro da Economia como funciona a solução que já está a mudar a vida de doentes com esclerose lateral amiotrófica em Portugal. O CEO, Vasco Pedro, revelou aos jornalistas que há fundos internacionais interessados, portanto será uma ‘spin-off’ até ao final do ano.
Sobre a quebra de sigilo na última reunião de conselheiros de Estado, em que António Costa alegadamente se manteve em silêncio, Marcelo Rebelo de Sousa destacou que ouviu o primeiro-ministro desmentir as notícias.
A maioria das pessoas consegue criticar a modificação ou censura de clássicos da literatura ou do cinema. Verdadeiramente grave é que a cultura de cancelamento já esteja interiorizada e nos iniba todos os dias.
O que acontece quando a vida em conjunto se torna uma escolha forçada e a única alternativa? O que acontece quando escolhemos, de forma constante, abdicar da nossa privacidade?