Veremos se a postura transacional de Trump evoluirá para uma abordagem híbrida em três dimensões: acordos de paz no mundo, intervencionismo musculado no quintal americano e acordos oportunísticos nas cadeias de abastecimento.
Cada ano em que se adiam medidas estruturais é um ano em que a sociedade sofre consequências, falta de profissionais qualificados, serviços públicos sobrecarregados, oportunidades económicas desperdiçadas. Urge olhar o planeamento estratégico como uma obrigação ética e política.
O que faz a diferença é aquilo que se faz com a estabilidade. Serve para fazer reformas, dar previsibilidade a quem investe e delinear uma estratégia nacional?
O caminho deste Governo nos últimos anos foi o de aumentar impostos, aumentar os cortes no investimento e na área social e recorrer a mais dívida pública. As reformas não foram feitas, em nome das cativações.
Nos últimos quatro anos, o défice na saúde, atingiu os 2,3 mil milhões de euros. Sem reformas, o SNS tornar-se-á insustentável e, mais triste, inoperacional.