Sem mais empresas com escala, a produtividade e o crescimento nacional vão continuar medíocres – mas isso pode ser invertido pelos stakeholders com pragmatismo, determinação e confiança mútua.
A paz constrói-se com interdependência produtiva e prosperidade sustentável, e exige reciprocidade. Das Áfricas vem sempre algo de novo? Talvez! Mas, desta vez, “novo” não é exótico nem periférico, é eixo.
Quanto mais os Estados Unidos apostam na desorganização como instrumento de poder, mais estimulam o mundo a organizar-se sem eles. Não se trata de antiamericanismo. Trata-se de realismo e pragmatismo.
O velho mundo está a morrer e estamos em transição para um novo mundo, marcado por agressões externas que ameaçam as democracias e acicatam a rivalidade económica.
O espaço que os EUA ocupam neste momento é aquele que a Europa não quis, pelo que arrisca ficar circunscrita apenas ao continente europeu, perdendo toda a relevância internacional.
A Europa também precisa evitar tratar a China como inimiga. Apesar das tensões comerciais e políticas, a China é um parceiro indispensável no desenvolvimento da economia global.
A guerra da Ucrânia transformou-se num divisor de águas que pode encerrar abruptamente o domínio hegemónico norte-americano. Vários erros estratégicos têm tornado irreversível a trajetória de declínio.