Com o pretexto de controlar o narcotráfico, os Estados Unidos enviaram uma frota de guerra para as Caraíbas, levando o presidente da Venezuela a acusar os ‘vizinhos’ de cobiçar petróleo alheio.
O executivo comunitário explica que, a partir de agora, “os cidadãos russos não poderão mais receber vistos de múltiplas entradas”, o que significa que os cidadãos russos terão que solicitar uma nova autorização cada vez que planearem viajar para a UE, “permitindo uma análise rigorosa e frequente dos requerentes para mitigar qualquer risco potencial à segurança”.
A novidade radical de Trump é transformar o entretenimento no propósito da política. Tudo na sua administração é pensado como espectáculo. A política externa, incluindo Zelensky na Sala Oval, é uma acrobacia.
Sem um aparato militar independente e robusto, a Europa continua refém das decisões de Washington. A velha máxima ainda prevalece: “ser inimigo dos Estados Unidos é trágico, mas ser seu amigo é fatal.”
Todo um esforço político norte-americano vai emergindo no sentido de fazer inclinar a balança num sentido de destruição interna dos pressupostos da UE. Nada disto teria sucedido, se tivesse sido outra, mais clara, a forma da Europa se posicionar.
A receita de Trump poderá funcionar para fora, mas não funciona dentro dos EUA. Como vai curvar a inflação e descer os juros? E cortar o défice orçamental?
A linguagem belicista que promove jogos de soma nula será prejudicial à Europa, como sempre o foi no passado. A arquitetura securitária europeia que vier a ser desenhada terá necessariamente de incluir a Rússia como um igual.
“Estou ansioso por iniciar um diálogo construtivo com os países europeus para colocar as nossas relações no caminho certo”, escreveu Pezeshkian, eleito no início de julho, num artigo publicado pelo ‘Tehran Times’, no qual delineou as principais linhas da política externa que pretende seguir.
Luís Montenegro espera que as decisões a sair da reunião dos líderes "possa corresponder ao nosso desejo", enquanto assume "serenidade" à espera do processo de decisão.
O que querem os cidadãos da UE? Uma Europa de valores democráticos e direitos humanos, capaz de disseminar esses valores de forma equivalente por todas as geografias? Ou uma Europa fortificada e, por consequência, com riscos de isolamento?
Mas só para o biénio 2027- 2028. Quanto ao mais, poucas novidades e muita continuidade, numa área onde ninguém aprecia a inovação. União Europeia, CPLP, NATO e ONU estão no topo das prioridades. Assim como a Ucrânia.
A ausência que me deixa mais perplexo é a da discussão sobre a reforma da Justiça, consensualmente tida como uma das mais importantes de que Portugal carece.
“Ouso dizer que no ano que vem [2024] em grande medida será o ano da África na política externa brasileira”, afirmou Amorim, na abertura da 11.ª Edição do Fórum Brasil-África, que hoje se iniciou em São Paulo.
Seja qual for o vencedor das eleições no país, herdará uma política externa feita de equilíbrios e da gestão da posição geopolítica funcional que a Turquia tem, mas que também foi construindo.
Se a ciberdiplomacia ainda é vista, em vários Ministérios dos Negócios Estrangeiros desse mundo fora, como uma pasta aborrecida, nos EUA já se está a consolidar como uma dimensão prioritária da ação exterior.