Segundo o economista, prémio Nobel da Economia em 2008, com a sobretaxa, "Trump finge que existe uma justificação económica. Trata-se apenas de punir o Brasil por colocar Jair Bolsonaro em julgamento".
Trégua comercial termina dia 9 e a probabilidade de um acordo até lá é reduzida, deixando dois cenários em aberto: extensão do prazo ou guerra comercial. Tensão pode prolongar-se até setembro e antigo Nobel tem conselho para os europeus: “vocês são mais fortes do que pensam”.
“Nunca imaginei que o epicentro do caos global fosse o meu país”, disse ontem o prémio Nobel da Economia Paul Krugman em Lisboa numa conferência do Banco de Portugal (BdP).Já o Governador do BdP, Mário Centeno, elogiou a evolução do país desde a revolução do 25 de abril, mas destacou que ainda existem muitos desafios pela frente.
Convém recordar que a economia é uma ciência social e que os números que saem do Excel assentam sempre, mais tarde ou mais cedo, em cima de pessoas de carne e osso. Às vezes com estrondo.
A evolução da opinião de Krugman é mais do que compreensível: alinhando pelo lado keynesiano, é difícil não ficar entusiasmado com os estímulos fiscais do século.
O dilema da UE é que forçar o corte das trocas entre a Alemanha e a Rússia penalizará a Rússia, mas também a economia europeia, fruto do peso da Alemanha neste espaço de integração.