Em 22 e 23 de junho, o presidente do Conselho Empresarial Arábia Saudita–Portugal estará no Norte para reunir com empresariais e instituições para encontrar oportunidades de negócio.
A questão mais interessante será perceber o que verdadeiramente terá mudado, e o que ficará próximo da situação que vigorava em finais de 2025, pois o acordo anunciado suscita dúvidas relativamente à sua solidez e sustentabilidade a longo prazo.
A reunião geral, que terá lugar na próxima terça-feira, será marcada pelo debate em torno das consequências globais da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão. Antes da cimeira, o presidente francês marcou uma videochamada com o presidente da China.
Ao transformar a sua experiência de guerra em ativo transacionável, a Ucrânia corre o risco de deslocar-se de uma posição moralmente clara — a de vítima de agressão — para uma postura mais ambivalente, na qual a guerra também se torna recurso.
Por estar mais perto do conflito, e mais dependente de fontes de energia externa, a Europa volta a ser penalizada em termos de competitividade mundial.
Riade já havia prometido 600 mil milhões de dólares de investimento, mas Trump quer chegar a um bilião e as vontades de ambos os lados podem alinhar-se, embora a normalização com Israel (onde o presidente dos EUA não passará nesta viagem) não esteja em cima da mesa.
O impacto da atuação de Israel nos mercados tem sido mais limitado do que seria de esperar. A conclusão poderá ser prematura, tendo em conta que o conflito tem vindo a intensificar-se, a alastrar e a complexificar-se.