O ex-primeiro-ministro e ex-governador do Banco Central Europeu "desempenha um papel fundamental no fortalecimento da economia europeia" na nova ordem global, afirma o comité do prémio.
O setor bancário europeu tem de ganhar dimensão para responder aos desafios do futuro, como a digitalização e o financiamento do desenvolvimento europeu, defende o Relatório Draghi.
"Foi uma discussão muito boa, longa, interessante, com muitas perguntas e foi uma grande oportunidade para eu explicar o relatório, explicar as complicações e a necessidade de ação na sequência deste relatório", disse o ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE).
"A reunião do Conselho de Estado abordará as perspetivas e os desafios sobre o futuro da União Europeia, com a participação do convidado Mario Draghi", lê-se na missiva apresentada pelo Presidente da República.
Com competitividade como prioridade de Bruxelas, von der Leyen quer avançar com um plano baseado nos relatórios Draghi e Letta para aumentar investimento - mas desafios são múltiplos.
Os sucessivos responsáveis europeus deram prioridade ao alargamento aos países do centro e do Leste da Europa, sacrificando a dinâmica de aprofundamento, acentuando as assimetrias internas e provocando uma reorientação do sistema de relações e de hierarquia de interesses.
A sugestão de dívida comum para financiar investimento trouxe ao de cima divisões no seio europeu, que enfrenta situação política incerta e ameaças vindas dos EUA e da China.
Investimentos que não terão corrido bem, forte concorrência externa e, finalmente, a possibilidade de um novo quadro de tarifas alfandegárias nos Estados Unidos. O contexto do setor europeu dos construtores de automóveis está longe de ser favorável à sua recuperação.
Mais do que as taxas, o que conta mesmo é a estabilidade fiscal. Isto não significa que não se proceda a ajustamentos, nomeadamente no sentido da sua comparabilidade e compatibilidade com a Europa.
O relatório defende que as políticas industriais têm potencial para promover uma maior consolidação sem conduzir necessariamente a aumentos de preços para os consumidores.
O financiamento será dos principais problemas, dadas as quantias consideráveis (cerca de 800 mil milhões de euros anuais) necessárias para acelerar o investimento, mas também a coordenação das estratégias a nível nacional serão um desafio para a implementação do plano Draghi.
O serviço da dívida pode chegar aos 350 mil milhões de euros, tendo um impacto gigantesco no orçamento dos próximos anos. Sem financiamento adicional, a Comissão Europeia teme que as obrigações da dívida coloquem em causa as finanças internas.
A CIP (Confederação Empresarial de Portugal) elogiou hoje a estratégia definida no 'relatório Draghi' para a reindustrialização e competitividade da Europa e defendeu mais apoios públicos ao setor privado para alavancar investimentos.
Draghi elaborou roteiro mais ambicioso que o plano Marshall (que reconstruiu a Europa após a Segunda Guerra Mundial) e quer colocar a UE a investir ao ritmo das décadas de 60 e 70: 5% do PIB europeu, mais 800 mil milhões de euros por ano. Lítio é crucial, segundo o plano Draghi, e Portugal conta com as maiores reservas da Europa.
Plano do ex-líder do BCE para salvar a economia europeia é revelado hoje. Uma das apostas é no fomento da indústria europeia de defesa. Economistas defendem menos burocracia, mais mercado de capitais, mais habitação pública, maior aposta nas infraestruturas e mudanças nas regras dos auxílios estatais para permitir maior ajuda às empresas.
O relatório encomendado pela Comissão foi adiado, gerando críticas da sociedade civil e Parlamento, mas Draghi vai já dando ideia da estratégia que irá apresentar em meados de julho.
O ex-presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi defendeu este sábado que a União Europeia (UE) tem de investir "uma enorme quantidade de dinheiro público e privado" a curto prazo para competir face aos Estados Unidos e China.
Fontes de Bruxelas disseram ao 'Financial Times' que o ex-primeiro-ministro italiano e antigo presidente do BCE é um dos nomes que é mencionado para candidato a substituto a Charles Michel.