A escolha de Tim Walz para candidato a vice-presidente está a ser recebida com entusiasmo pelos democratas de várias alas do partido, enquanto os republicanos procuraram rotular o governador como político de esquerda radical. Barack e Michelle Obama consideraram que Harris “escolheu o parceiro ideal” num homem que “tem valores e a integridade” que são […]
Para Biden, a dupla Harris-Walz “será uma voz poderosa para os trabalhadores e para a classe média americana”, escreveu Biden na sua conta na rede social X. Ambos “serão os mais fortes defensores das nossas liberdades individuais e da nossa democracia”, adiantou.
“Desde propor a sua agenda livre de carbono, até sugerir muito restritos padrões de emissão de carros a combustível e abraçar políticas que permitem a condenados votar, Walz está obcecado em difundir a agenda de esquerda da Califórnia”, escreveu a campanha republicana, num comunicado, pouco depois de ser noticiada a escolha do número dois democrata.
Os republicanos acusam este governador de ser demasiado negligente na gestão do crime, enquanto os democratas, pelo contrário, elogiam o seu historial na proteção do direito ao aborto.
Ficam assim fora da corrida o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, e o senador do Arizona, Mark Kelly, que se encontraram no fim de semana passado com Harris e tinham sido apontados como potenciais vices.
A escolha de Kamala Harris deve acontecer até esta terça-feira, avança a Reuters. Josh Shapiro é o atual governador da Pensilvânia e Tim Walz é governador no Minnesota.
“Os eleitores têm uma escolha: a prosperidade de Trump ou o ‘crash’ de Kamala e a Grande Depressão de 2024, para não mencionar a probabilidade de uma Terceira Guerra Mundial se estas pessoas se mantiverem no cargo”, defendeu o candidato republicano.
O ano de 2021 parece ser um filão rico para os democratas aproveitarem falhas de Vance, como aquela em que o republicano se queixava que o país era governado por “mulheres com gatos e sem filhos, com vidas miseráveis”, referindo-se a Kamala Harris, que não tem filhos biológicos.
O foco tem estado sobretudo em Josh Shapiro, devido à necessidade de vencer a Pensilvânia, e em Mark Kelly, por ter forte credibilidade em matéria de imigração.
Poderá o partido democrata salvar-se, e mitigar o erro de ter atribuído a Kamala um papel muito marginal durante os anos da Administração Biden? Estarão os Estados Unidos preparados para ter uma mulher negra como Presidente?
O Partido Democrata se transformou num cemitério de novos talentos. O progressismo acabou com o partido e com a sua base. Harris tem muito pouco a apresentar ao eleitorado.
Foram vários os empreendedores e empresários que admitiram apoiar e votar em Kamala Harris nas eleições do próximo dia 5 de novembro. No entanto, Trump também soma apoiantes, nomeadamente em Silicon Valley.
“Estamos numa encruzilhada. Podemos reeleger um bilionário cujas ideias são contrárias a tudo o que o nosso sindicato luta, ou podemos eleger Kamala Harris, que estará connosco na guerra contra a ganância corporativa”, sublinhou o presidente do UAW, Shawn Fain, em comunicado.
O ambiente político internacional está a evoluir de forma menos favorável à guerra na Ucrânia. O ambiente na UE está a mudar e as perspetivas americanas não caminham em melhor sentido.
A "BBC" sublinhou que campanha de Kamala Harris para a presidência dos Estados Unidos já arrecadou 200 milhões de dólares e atraiu 170 mil novos voluntários.
O impacto da chegada da vice-presidente como candidata democrata atirou para segundo plano a 'entronização' de Trump na convenção do seu partido. Muitos republicanos aconselham o seu candidato a moderar os ataques pessoais a Harris: afinal, Kamala não é Hillary Clinton.
A vitória nas presidenciais norte-americanas será provavelmente decidida pelos independentes sensíveis a questões de nicho e não pelos democratas que estariam indisponíveis para votar em Joe Biden mas que o farão em Kamala Harris. Será para todos os efeitos uma vitória suada – e ainda resta saber quem acompanhará Harris como candidato à vice-presidência. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
A vice-Presidente norte-americana desafiou na quinta-feira o republicano para um debate em 10 de setembro, data em que estava agendado o segundo confronto eleitoral com Joe Biden, que no domingo retirou a sua candidatura em favor de Harris.
A política, na definição de Bismarck, debatida todas as semanas com sentido crítico e uma boa dose de ironia por António Saraiva, Luís Osório e Vera Gouveia Barros. Nesta edição, abordamos a técnica de Marcelo para prender a oposição ao próximo ao OE e como Kamala Harris quer amarrar o voto dos democratas nos EUA.