A janela geopolítica africana está entreaberta. Não ficará assim para sempre. A competição entre potências pela influência em África fecha-a progressivamente.
A influência internacional será cada vez mais medida pela capacidade de transformar preferências políticas em ações efetivas. E é precisamente nesse terreno que a Europa continua a enfrentar o seu maior desafio.
Pequim não procura convencer o mundo de que é moralmente superior. Procura demonstrar que é materialmente útil. E, em política
internacional, a utilidade é muitas vezes mais convincente do que a virtude.
Quando afirmou querer colocar o Reino Unido “no coração da Europa”, Starmer não estava apenas a fazer política externa. Estava a tentar redefinir a narrativa nacional britânica.
Portugal não precisa escolher entre Estados Unidos, Europa ou China. Portugal pode e deve ser protagonista da nova arquitetura global que se desenha entre a China, a Europa e o universo lusófono.
O problema de fundo é mesmo uma questão de geopolítica. Para Trump tudo se resolve mercantilizando. Compra-se, vende-se. Parece que o sucesso não vai bater-lhe à porta, pois não há vendedor.
A ambição de Merz vai além da defesa: quer que a Alemanha recupere um papel central na definição do futuro da União Europeia, tornando-se o motor de uma nova fase de integração política e económica.
Estados Unidos e Reino Unido lideram o ranking do 'soft power' da consultora de avaliação de marcas Brand Finance, divulgado esta quinta-feira. A China alcança o terceiro lugar.
O mundo mudou. Começou com Bandung, mas provavelmente ainda não acabou. A única questão é se conseguiremos mudar em conjunto e para o bem comum da humanidade.