Mais de 50 anos depois do fim do Estado Novo, o teste é sempre o mesmo: perante uma posição de mercado adquirida, o Estado protege-a ou obriga-a a provar-se na concorrência?
Após vários meses de uma tendência de subida, os valores demonstram agora uma desaceleração em relação à subida de 20,8% em junho para as vendas chinesas para o exterior, um motor determinante para a segunda economia mundial perante os problemas internos de procura.
Segundo dados hoje publicados pelo serviço europeu de estatísticas, entre janeiro e março, a UE importou 627,8 mil milhões de euros (ME) em bens de países terceiros e exportou 640,5 mil ME.
As exportações geraram um valor de 18,6 mil milhões de euros, revela um estudo da Informa D&B sobre as Indústrias em Portugal. Das 32 mil indústrias que operam no tecido empresarial português cerca de três mil são intensivas em tecnologia.
De acordo com informação dos Serviços de Alfândega da China, entre janeiro e novembro o bloco lusófono vendeu mercadorias no valor de 80,5 mil milhões de dólares (68,8 mil milhões de euros) para o mercado chinês.
Em fevereiro de 2025, as exportações e as importações de bens tiveram variações, face ao ano anterior, de +11,9%
e de +3,3%, (+11,9% e +8,6%, pela mesma ordem, em janeiro de 2025), refere o INE.
Em termos de valor, a UE exportou 165,2 mil milhões de euros em carros e importou 75,9 mil milhões de euros, o que resultou num superavit comercial de 89,3 mil milhões de euros. Comparando com 2019, as exportações aumentaram 17,7% e as importações subiram 20%.
Ainda assim, e de acordo com dados do Standvirtual, ao longo do ano passado, a importação de ligeiros de passageiros continuou a crescer, terminando dezembro de 2024 com um aumento de 1,6% em relação ao mesmo mês de 2023 e uma evolução de 19,5% comparativamente a 2019.
"É o sexto trimestre consecutivo que a União Europeia consegue um excedente na sua balança comercial, depois de um período de défices influenciados pela subida dos custos energéticos entre o final de 2021 e meados de 2023", referiu o Eurostat.
Em 2024 as exportações atingiram os 372 milhões de euros, mais 6,1% face a 2023, o que representa um novo máximo. As importações ficaram em 273,8 milhões de euros, mais 0,2% comparativamente ao ano precedente.
Os dados ficaram abaixo daquilo que os analistas perspetivaram. No caso das importações, a previsão apontava para uma subida de 0,3%, enquanto que as exportações iam no sentido positivo mas com uma subida de 8,5%, de acordo com uma sondagem da agência noticiosa Reuters.
No saldo da balança comercial as exportações atingiram os 272,6 milhões de euros, mais 8,7% face aos primeiros nove meses do ano anterior, e as importações atingiram os 206,1 milhões de euros, menos 2,2% face ao período homólogo.
Apesar de não deverem chegar aos 10% prometidos e se concentrarem no sector automóvel (além da retaliação europeia na mesma moeda), as barreiras prometidas por Trump à entrada de bens devem causar efeitos negativos na zona euro, que também verá uma pressão para subir gastos militares.
Os dados do INE indicam também que as transações de bens subiram pelo segundo trimestre consecutivo, "tendo as variações homólogas no trimestre anterior sido de 2,9% nas exportações e 0,8% nas importações", assinala o instituto de estatística português.
A intenção da China é cobrar um depósito às empresas que vendam conhaque com origem da União Europeia, que pode variar entre os 30,6% e os 39% do valor total. O plano é temporário.
Dos três principais mercados da empresa sueca, a Europa foi o único que registou um aumento face ao mesmo mês do ano passado, de 23%, enquanto os Estados Unidos e a China apresentaram descidas de 22% e 16%, respetivamente.
As exportações no primeiro semestre atingiram os 173,4 milhões de euros, menos 3,4% face ao período homólogo, e as importações atingiram os 133,5 milhões de euros, menos 9,3% face ao período homólogo.
De acordo com o Standvirtual, tanto a oferta como a procura registaram perdas. No entanto, a oferta nos veículos acima dos 30 mil euros registaram uma subida de 7%.
"O decréscimo nas transações de bens ocorre pelo quarto trimestre consecutivo, acentuando-se face ao trimestre anterior, em que se registaram variações homólogas de -1,8% nas exportações e -5,3% nas importações", diz o INE.