Esta foi a reação do líder da Iniciativa Liberal Madeira, Gonçalo Maia Camelo, ao Económico Madeira, sobre a coligação proposta pelo PS que integraria socialistas, JPP, Iniciativa Liberal, PAN, e Bloco de Esquerda.
"Não é uma coligação; é um espetáculo circense. O visionário que se julga maestro, mas que não passa de um animador de karaokes políticos", afirmou o deputado da Iniciativa Liberal, Nuno Morna, sobre a proposta de coligação pré-eleitoral apresentada pelo PS que junta PS, JPP, Iniciativa Liberal, PAN e Bloco de Esquerda.
O presidente do PS Madeira, Paulo Cafôfo, lançou na terça-feira, o desafio de formação de uma coligação pré-eleitoral entre PS, JPP, Iniciativa Liberal (IL), PAN e Bloco de Esquerda (BE) caso se confirmem eleições regionais antecipadas na Madeira. Líder socialista queria reunir-se na quinta-feira com os partidos para discutir a possibilidade.
O deputado da Iniciativa Liberal presenteou o presidente do Governo Regional da Madeira (PSD), Miguel Albuquerque, com o seu mais recente livro que reflete sobre os efeitos do socialismo, durante o debate do Orçamento Regional para 2025.
“Há pontos de contacto. Não quer dizer que tenhamos uma visão completamente alinhada, nem completamente desalinhada. Acompanhamos com muito interesse o que se passa naquele país”, disse Rui Rocha, em declarações aos jornalistas em frente à embaixada da Argentina em Lisboa após uma reunião com o novo embaixador no país, Federico Alejandro Barttfeld.
Na proposta de alteração ao Orçamento do Estado para 2025 introduzida pela IL, os liberais frisam que o projeto piloto tem sentido "lançar um concurso para a gestão clínica em regime de PPP de um conjunto pré-determinado de ULS, integradas no setor empresarial do estado e que servirão de projeto-piloto para que se possa aferir o mérito deste modelo de
gestão no contexto de uma ULS".
"Com uma forte orientação intervencionista, o Governo Regional promove um modelo de gestão que redistribui recursos ineficazmente, concentra poder e amplia a máquina pública, enquanto ignora a importância do sector privado para o desenvolvimento económico e social da nossa Região", afirmou o deputado da Iniciativa Liberal, Nuno Morna.
O aumento estrutural das pensões, o fim do corte salariais de políticos, impacto do IRS Jovem, SNS e INEM, e o alívio da carga fiscal para empresas e famílias foram alguns dos temas que marcaram o início a uma maratona parlamentar.
O Parlamento Europeu ainda vai ter de dar, na próxima quarta-feira, o aval final para a nova Comissão Europeia entrar em funções a 01 de dezembro, esperando-se que isso aconteça após o recente acordo entre centro-direita, socialistas e liberais.
"O grupo de coordenação local irá avaliar possíveis cenários subsequentes desta moção entregue à Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, bem como definir a posição da Iniciativa Liberal Madeira face à mesma", referiu a Iniciativa Liberal.
Esta posição foi anunciada por Rui Rocha na Assembleia da República, em conferência de imprensa, afirmou que o seu partido está a ser coerente com as suas posições e que esta decisão “foi pacífica” dentro do partido e “unânime” no Grupo Parlamentar.
Nas galerias da Assembleia da República, a convite da Iniciativa Liberal, estava o opositor venezuelano Antonio Ledezma e outros membros da campanha de Edmundo González e representantes da comunidade venezuelana em Portugal, que foram aplaudidos de pé pelas bancadas da direita.
“Há um cenário que, neste momento, face ao que conhecemos, nos parece absolutamente evidente: é que não votaremos a favor deste Orçamento. Já veremos como é que nos posicionamos em função da discussão que viermos a ter nos próximos dias”, afirmou Rui Rocha em conferência de imprensa em Lisboa.
Partidos da Madeira deixam também críticas ao Governo da República, quando se aproxima a entrega do OE2025, como por exemplo o de se esquecer das suas obrigações para com as Regiões Autónomas.
Em declarações aos jornalistas à entrada do Centro de Congressos do Estoril, onde começa hoje o congresso da Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa (ALDE), Rui Rocha foi questionado sobre como é que interpreta a decisão do Presidente da República de ter adiado viagens à Estónia e à Polónia que tinha previstas para a próxima semana, tendo em conta as negociações orçamentais em curso.
A Iniciativa Liberal considerou que com o novo modelo de subsídio de mobilidade "o PSD e CDS-PP contradizem o que aprovaram enquanto oposição, continuando a não garantir que os madeirenses pagam apenas o valor que lhes compete no ato de aquisição das viagens" e que ao "invés de eliminarem o teto máximo que vigora para os madeirenses, sujeitam os açorianos ao mesmo tratamento discriminatório".
Rui Rocha disse esta sexta-feira que Amadeu Guerra é competente em termos técnicos, garante a necessária independência e transmite confiança inicial. "A Justiça no seu todo e a função de procurador-geral da República precisam de tranquilidade", afirmou o líder da IL.
Segundo o Governo, não decorreram “reuniões secretas”, mas sim encontros sobre “temas de interesse nacional”, “que ocorrem muitas vezes com discrição e sem a presença da comunicação social”.
A Iniciativa Liberal admitiu que, caso o pudesse fazer, "estaria em cima da mesa" a apresentação de uma moção de censura ao executivo madeirense. Os deputados únicos não têm a possibilidade de apresentar moções de censura na Assembleia Legislativa da Madeira.
"Quota tem-se revelado insuficiente, esgotando-se em cerca de um mês e deixando várias embarcações inoperantes, colocando em risco o sustento de milhares de pescadores e armadores", salientou a Iniciativa Liberal.